A Caixa Econômica Federal reduz os juros do crédito imobiliário

FONTE: O SUL

A Caixa Econômica Federal anunciou nesta terça-feira (08) uma nova redução nas taxas de juros de suas linhas de crédito imobiliário, seguindo movimento feitos nos últimos dias pelos concorrentes Itaú, Bradesco e Banco do Brasil.

A redução das taxas para financiamento da casa própria acompanha o corte mais recente da taxa básica de juros pelo Banco Central, que reduziu de 6% para 5,5% a Selic e ainda sinalizou espaço para novos cortes ao longo do ano.

As novas taxas valem tanto para imóveis residenciais enquadrados no SFH (Sistema Financeiro da Habitação), para imóveis de até R$ 1,5 milhão e que permite ao comprador usar o saldo das contas do FGTS, quanto no SFI (Sistema Financeiro Imobiliários) ou carta hipotecária, que costumam ser direcionadas para imóveis mais caros e solicitadas por compradores que não conseguem se enquadrar nas regras do SFH e utilizar recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

Embora a Caixa Econômica ainda concentra cerca de 70% do mercado de crédito imobiliário no país, desde o ano passado os juros cobrados pelos principais bancos nas linhas financiadas com recursos da caderneta de poupança tem se mantido bem próximos.

Vale lembrar que as taxas anunciadas pelos bancos são as mínimas, e que, para conseguir juros mais baixos, o tomador do crédito precisa quase sempre aceitar uma série de condições, sobretudo maior relacionamento com a instituição financeira. O nível e o tempo de relacionamento com o banco, valor do imóvel, bem como o perfil e renda do consumidor também costumam influenciar diretamente os juros cobrados pelos bancos.

Além da taxa de juros, devem ser considerados também na hora da escolha do financiamento os seguros obrigatórios, o sistema de amortização utilizado (SAC ou Tabela Price), além do pacote de serviços exigidos pelo banco para garantir a taxa ofertada.

Concorrência entre os bancos

As taxas cobradas pela Caixa Econômica Federal costumam balizar o mercado de crédito imobiliário, mas não são necessariamente as menores em todas as linhas de financiamento, sobretudo naquelas que não são subsidiadas pelo governo.

“Sempre a competição é importante. Acreditamos em competição, mas o que a gente faz é matemática. Levamos em conta as duas linhas, IPCA [Índice de Preço ao Consumidor Amplo] e TR. Achamos que o impacto no IPCA é mais relevante. Na linha com TR, 7,5% é a nossa menor taxa, muito próxima dos demais. Nossa grande aposta continua sendo no IPCA, que continua sendo uma linha inovadora que permite a securitização”, afirmou nesta terça-feira o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, que acrescentou que o banco não pretende reduzir as taxas da linha atrelada ao IPCA pelos próximos seis meses.

O presidente da Caixa afirmou que, em 29 dias úteis, já foram contratadas ou estão em andamento 9.850 operações de financiamento atrelado ao IPCA, no valor de R$ 1,96 bilhão. Por enquanto, a Caixa é o único banco que oferece essa modalidade.

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