A empresários na Suíça, Bolsonaro disse que quer restabelecer a confiança no Brasil e contar com o apoio do Congresso

FONTE: O SUL

Em discurso durante jantar em sua homenagem no Fórum Econômico Mundial, que acontece nesta semana em Davos (Suíça), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse querer restabelecer a confiança no Brasil. Em tom de brincadeira, Bolsonaro obteve risadas da plateia ao dizer que no evento contava com US$ 23 trilhões (em referência ao patrimônio dos presentes e das organizações que representam) e que, para o Brasil, bastaria 10% disso.

No discurso de pouco mais de três minutos, que teve a sua gravação em vídeo divulgada pelo presidente no Twitter, Bolsonaro afirmou que o Brasil flertava com a esquerda. Segundo ele, a população disse que não quer mais o comunismo.

O presidente brasileiro afirmou ter montado uma boa equipe para administrar o País, em especial na economia. Também disse esperar o apoio do Congresso e lembrou da necessidade de reformas, como a da Previdência. Mais cedo, também na terça-feira, Bolsonaro discursou em um auditório com capacidade para receber 1.259 espectadores, em sua primeira participação em um palco internacional como presidente.

Ele defendeu que o Brasil lidere pelo exemplo e afirmou, de improviso, que os países precisam cooperar. “Hoje em dia, um precisa do outro. O Brasil precisa de vocês, e vocês com certeza precisam do nosso querido Brasil”, afirmou, com a voz embargada ao subir na plenária do 49º Fórum Econômico Mundial.

Ele foi questionado pelo presidente do fórum, Klaus Schwab, sobre quais passos dará para conseguir o que promete para transformar a economia, conciliar desenvolvimento e ambiente e lidar com a corrupção. No caso da transformação econômica, Bolsonaro citou a desburocratização dos negócios, o que chamou de “comércio sem ideologia”, e repetiu ideias que mencionara no discurso.

A sessão toda durou 15 minutos – oito de discurso de Bolsonaro, incluindo a breve introdução do presidente do fórum, e sete de perguntas de Schwab –, o que é incomum para um chefe de Estado que dispunha, inicialmente, de 45 minutos para falar, depois reduzidos a 30.

Bolsonaro fez um discurso incisivo e conciso, no qual se preocupou em mostrar o Brasil como um país pioneiro em preservar o ambiente e aberto a fazer negócios com todos. Ressaltou à plateia internacional, também, a sua campanha presidencial, que ele afirma ter tido baixo custo e sofrido ataques de todos os lados.

A ideia central do discurso era mostrar a mudança que ocorre no país, algo enfatizado pelo próprio Schwab ao apresentar o brasileiro no palco. Isso significou tanto falar em abertura a negócios e desoneração como evocar um dos bordões preferidos de Bolsonaro, conduzir o governo “sem ideologia”.

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