Abertura de leitos psiquiátricos vira alternativa para manter aberto o Hospital Beneficência Portuguesa, em Porto Alegre.

FONTE G1//A abertura de leitos psiquiátricos pode ser uma das alternativas para manter aberto o Hospital Beneficência Portuguesa, em Porto Alegre. A instituição de saúde, que tem uma dívida estimada em R$ 70 milhões, mantém apenas três pessoas internadas em uma estrutura que poderia atender 240 pacientes.

Porém, para que volte a receber pacientes, setores fundamentais no atendimento, como a cozinha, têm que voltar a funcionar. Sem alimentação, não é possível receber novos pacientes, o que impossibilita a entrada de receita para o hospital e, consequentemente, inviabiliza a reforma dos espaços da instituição.

A direção tenta manter o Hospital Beneficência Portuguesa aberto com o pagamento de serviços prestados ainda no ano passado para convênios e particulares – um dinheiro que ninguém sabe quanto tempo vai durar.

“Nós temos que ir passo a passo. Estamos numa luta diária, sempre tentando dar um passo à frente e nunca um passo pra trás. Nós temos condições de internar? Sim, se tivermos a cozinha já começa a facilitar alguma coisa, mas tem outras coisinhas que nós somos obrigados a contornar eventualmente”, admite Augusto Veit Junior, presidente interino da instituição de saúde.

Agora, a Cruz Vermelha, que já faz gestão de hospitais em outros estados, propôs a abertura de 30 leitos psiquiátricos, para crianças e adolescentes.

“Normalmente a psiquiatria não precisa de grandes investimentos tecnológicos, que seria o mais difícil nesse momento, mas sim de atendimento médico, de enfermagem, de hotelaria, que são viáveis dentro do atual contexto do Beneficência”, diz Manoel Garcia Junior, presidente da Cruz Vermelha no Rio Grande do Sul.

A ajuda poderia viabilizar o funcionamento enquanto uma auditoria faz um pente-fino para saber quanto, e para quem, a instituição deve. Além disso, uma consultoria do Ministério da Saúde vai apontar caminhos para o hospital. Tudo isso deve demorar, pelo menos, 90 dias.

Além da reforma, no entanto, a abertura de leitos psiquiátricos depende da concordância da Secretaria Municipal da Saúde.

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