Bolsonaro terá mais palanques do que Haddad nos Estados neste segundo turno

O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) terá o apoio da maioria dos candidatos a governador que disputam o segundo turno das eleições em seus Estados.

Dos 28 que disputam o segundo turno em 14 Estados, 12 já anunciaram que irão apoiar Bolsonaro na disputa contra Fernando Haddad (PT). A conta inclui nomes como João Doria (PSDB), em São Paulo, Gelson Merísio (PSD), em Santa Catarina, e os dois candidatos que irão confrontar-se no Rio Grande do Sul: José Ivo Sartori (MDB) e Eduardo Leite (PSDB).

Do outro lado, apenas dois candidatos disseram apoiar Haddad: Fátima Bezerra (PT), do Rio Grande do Norte, e Belivaldo Chagas (PSD), em Sergipe. O número pode chegar a três caso João Capiberibe (PSB) seja confirmado no segundo turno no Amapá – sua candidatura está sub judice.

Outros 14 candidatos ainda não anunciaram quem vão apoiar, mas a maioria tende a migrar para Jair Bolsonaro. Entre os candidatos que já definiram apoio ao candidato do PSL, dois são do PDT, partido do candidato derrotado Ciro Gomes e que nacionalmente decidiu por um apoio crítico a Haddad. São os casos do governador do Amazonas e candidato à reeleição, Amazonino Mendes, e do juiz aposentado Odilon de Oliveira, que disputa o segundo turno em Mato Grosso do Sul.

A tendência é que os outros dois candidatos pedetistas, Waldez Goes, do Amapá, e Carlos Eduardo, do Rio Grande do Norte, também caminhem na direção do candidato do PSL – ambos devem enfrentar candidatos de partidos de esquerda. Presidente nacional do PDT, Carlo Lupi afirma que o partido buscará entender as particularidades locais. “Não posso impor uma situação que inviabilize meu candidato.”

O PSB tende a definir uma posição contra Bolsonaro, mas sem apoio a Haddad. Dos quatro candidatos do PSB que disputam o segundo turno, Márcio França (SP) e Rodrigo Rollemberg (DF) tendem a ficar neutros frente à impopularidade do PT em seus Estados. No Amapá, Capiberibe deve apoiar Haddad, caso seja confirmado no segundo turno.

Em Sergipe, Estado no qual Haddad venceu, Valadares Filho (PSB) avalia a melhor estratégia, mas não deve apoiar Bolsonaro: “Vou respeitar a decisão do meu partido”, afirmou. Sete Estados caminham para ter os dois candidatos a governador apoiando Bolsonaro: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Roraima, Amazonas e Minas Gerais.

Segundo maior colégio eleitoral do País, Minas deve ter os dois candidatos que disputam o segundo turno com Bolsonaro, ainda que de forma velada. Romeu Zema (Novo) e Antonio Anastasia (PSDB) se colocam como antítese ao PT e descartam Haddad.

No caso de Zema, o apoio ao capitão reformado é menos escondido. É sabido que o empresário novato na política terminou à frente dos demais após pedir votos a Bolsonaro em um debate na TV. Em seguida, disse ter sido mal interpretado e que pedia votos de bolsonaristas para si, mas o “efeito Bolsonaro” já dava frutos.

Agora, Zema diz que seguirá a orientação do partido sobre palanque no segundo turno, embora afirme que muitos candidatos a deputado do PSL se aproximaram dele por uma identificação de ideais, principalmente econômicos.

Quanto a Anastasia, embora muitos apostem que o perfil do tucano é inconciliável com uma aliança explícita com Bolsonaro, aliados já fizeram acenos ao capitão. Seu candidato a vice, Marcos Montes (PSD), disse que era preciso “dar as mãos” a Bolsonaro no segundo turno.

Dinis Pinheiro (SD), candidato ao Senado na chapa, passou a ser “o senador de Bolsonaro” – e angariou apoio também de Zema, mas não foi eleito. O senador da chapa eleito, Rodrigo Pacheco (DEM), sinalizou aproximação já no domingo (07).

O presidente do DEM em Minas disse que a decisão depende de acerto nacional, mas afirmou: “Não vejo qualquer tipo de perspectiva de apoio ao PT, a tendência é muito forte de apoiar Bolsonaro”. Entre os 13 governadores eleitos, seis deles – todos do Nordeste – farão campanha para Haddad.

Na Bahia, Estado que deu a maior votação em números absolutos a Haddad, com 4,4 milhões de votos, o governador reeleito Rui Costa (PT) servirá como ponte para atrair eleitores de partidos de centro-direita como PP e PSD.

Fonte: OSUL

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