Cinco viúvas têm audiência na Justiça do Trabalho contra a Chape, nesta segunda

FONTE G1
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Familiares das vítimas de um lado, a Chapecoense do outro. O embate acontecerá pela primeira vez, nesta segunda-feira, na Justiça do Trabalho de Chapecó. Estão agendadas para o fim da tarde cinco audiências envolvendo viúvas que questionam o clube a respeito de direitos trabalhistas. As cobranças são de integralização da remuneração do marido, danos morais e lucro cessante, referente à expectativa de vida profissional interrompida pela morte. As ações acontecem separadamente, e a tendência é que o primeiro encontro aborde a possibilidade de conciliação.
Viúvas de Ananias e Gil, da esquerda para a direita, entraram com ação (Foto: Sirli Freitas / Chapecoense) Viúvas de Ananias e Gil, da esquerda para a direita, entraram com ação (Foto: Sirli Freitas / Chapecoense)
Viúvas de Ananias e Gil, da esquerda para a direita, entraram com ação (Foto: Sirli Freitas / Chapecoense)
O cronograma envolve as viúvas de Gil, Ananias, Bruno Rangel, Aílton Canela e Gimenez – em um outro momento, será marcada ainda a audiência a respeito de Lucas Gomes. Apesar da ação coletiva, as indenizações variam de acordo com cada vítima. Todo cálculo feito até o momento tem como base o salário previsto na carteira de trabalho dos jogadores, o que é questionado pelos familiares.
Essa foi a matemática, por exemplo, dos 40 salários pagos de seguro pela própria Chapecoense (28) e pela CBF (12). A argumentação dos advogados leva em conta a divisão entre CLT e direito de imagem, que impacta diretamente ainda em outros vencimentos dos atletas, como premiação por vitórias e títulos.
– Os direitos são simples: questões relacionadas aos contratos de trabalho, onde existia relação de remuneração dividida entre salários e imagem, uma confusão enorme, mais premiações, luvas. O pedido inicial é a integralização da remuneração. Quando isso acontece, todos os reflexos dessa situação, mais os danos morais cabíveis e expectativa de vida, lucro cessante – explicou o advogado Marcel Camilo, do escritório Camilo e Martinez, de São Paulo, responsável pelo processo, na época da primeira ação, imposta por Valdécia Paiva, viúva de Gil.
Marcel representa também as outras cinco famílias que fazem cobranças à Chapecoense. Na época do ato inicial, ele ressaltou o cunho trabalhista do caso:
– Trata-se de acidente de trabalho, independentemente de ser Chapecoense ou jogador. Toda celeuma é por isso, mas a relação trabalhista é como outra qualquer. O empregador ofereceu transporte e houve um acidente de trabalho. Dentro disso, há todos os questionamentos como direito do trabalhador, resguardando os herdeiros. Esses são os maiores prejudicados. Todos aqueles que estavam no avião trabalhando têm seus direitos.
As audiências acontecem na Justiça do Trabalho de Chapecó e, além dos advogados, boa parte das viúvas estarão presentes.

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