Com alta de 3%, cesta básica de Porto Alegre volta a ser a mais cara do país

FONTE: G1.COM/RS

O preço da cesta básica de Porto Alegre voltou a ser o mais alto do país em junho, conforme o levantamento mensal divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Os dados divulgados nesta quinta-feira (5) indicam que houve uma variação de 3,45% de maio para junho, passando de R$ 437,73 para R$ 452,81.

O valor do conjunto de alimentos considerados essenciais na capital gaúcha superou o de outras capitais como São Paulo (R$ 451,63), Rio de Janeiro (R$ 445,58) e Cuiabá (R$ 425,32). Os menores valores foram observados em Salvador (R$ 333,00) e Aracaju (R$ 349,55).

No mês passado, a capital do Rio Grande do Sul estava com a quarta cesta básica mais cara. Porém, registrou uma das maiores altas, atrás apenas de Cuiabá (7,54%), Recife (5,82%), Curitiba (3,84%) e Belém (3,83%). Somente cinco capitais tiveram redução nos valores: Campo Grande (-4,51%), Florianópolis (-3,70%), Belo Horizonte (-0,32%), Goiânia (-0,23%) e Rio de Janeiro (-0,10%).

Em Porto Alegre, a alta foi puxada principalmente pela batata, que teve alta de 25,57%, e pelo leite, cuja elevação no preço foi de 14,48%. Outros oito itens ficaram mais caros: farinha de trigo (8,76%), arroz (6,56%), carne (4,03%), açúcar (3,88%), pão (1,97%), café (1,31%), óleo de soja (1,25%) e tomate (0,35%).

Houve redução no preço somente de feijão (-3,39%), banana (-0,77%) e manteiga (-0,71%).

Conforme o Dieese, o salário mínimo necessário para adquirir a cesta básica deveria ser de R$ 3.804,06, ou seja, o equivalente a 3,99 vezes o salário mínimo nacional, de R$ 954.

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