De janeiro a março, Balada Segura autuou em Porto Alegre 530 motoristas por embriaguez ao volante

FONTE: O SUL
Em um total de 64 blitze realizadas de janeiro a março deste ano pela operação Balada Segura, a EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação) autuou em Porto Alegre 530 condutores de veículos por dirigirem após tomar bebida alcoólica. Isso representa 12% dos 4.434 motoristas abordados. As ações contaram com o apoio do Detran-RS (Departamento Estadual de Trânsito), Brigada Militar, Polícia Civil e Guarda Municipal.

O índice é o mesmo verificado no primeiro semestre do ano passado. Naquele período, os casos de alcoolemia ao volante abrangeram 687 autuações por alcoolemia em um universo de 5.482 abordagens – apenas o volume de blitze é que foi ligeiramente menor: 61, ou seja, apenas três a menos que no mesmo período de 2019.

Segundo a prefeitura da capital gaúcha, as ações da Balada Segura nas ruas são diárias. A operação também promove atividades educativas, com orientações à população, a fim de conscientizar motoristas e pedestres para a necessidade de um trânsito mais seguro.

Atitude negativa

O diretor-presidente da EPTC, Fabio Berwanger Juliano, ressalta que muita gente insiste, deliberadamente, em desprezar os perigos de se conduzir um veículo após consumir bebidas alcoólicas:

“Mesmo com todas as atividades educativas, campanhas de mídia e ações de fiscalização, ainda é expressivo o número de pessoas que misturam álcool e direção, colocando em risco suas próprias vidas, as de seus familiares, amigos e também as das demais pessoas que respeitam as leis de trânsito. A mudança dessa cultura, para um maior respeito nas relações do trânsito, com menos riscos de acidentes, é uma missão de toda a sociedade”.

Além desse tipo de risco, há a questão das punições legais: o artigo 165 do CTB (Código de Trânsito Brasileiro) determina que dirigir sob influência de álcool, ou de outra substância psicoativa, caracteriza uma infração gravíssima, com suspensão do direito de dirigir por 12 meses, bem como uma multa de R$ 1.950. O mesmo vale para quem se recusa a fazer o teste do etilômetro.

Outras drogas

Para o diretor-geral do Detran-RS, Enio Bacci, a prevenção aos acidentes causados por motoristas bêbados evoluiu muito nos últimos anos, mas as autoridades precisam estar atentas também ao uso de outras drogas que alteram a percepção e os reflexos. Em artigo reproduzido no site do Departamento, ele mencionou o uso, em diversos países, dos chamados “drogômetros” – aparelhos para medição do nível dessas substâncias no organismo.

Ele citou, ainda, que esse tipo de equipamento, que analisa na hora amostras de saliva, já foram testado em blitze da operação Balada Segura por profissionais do Centro de Pesquisas em Álcool e Drogas do Hospital de Clínicas e da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).

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