Em três semanas, o preço do diesel caiu 43 centavos nos postos brasileiros, abaixo do valor prometido pelo governo

FONTE: O SUL

O preço médio do litro do diesel nos postos brasileiros recuou R$ 0,43 nas últimas três semanas, pouco abaixo dos R$ 0,46 prometidos pelo governo para encerrar a greve dos caminhoneiros, segundo levantamento da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

Desde o anúncio do desconto, o valor do diesel nas bombas passou de R$ 3,828 para R$ 3,397. Na última semana, o preço médio do combustível caiu R$ 0,03. A redução de R$ 0,46 no preço do diesel determinada pelo governo entrou em vigor no dia 1º de junho. O diretor-geral da ANP, Décio Oddone, estimou que a diminuição no preço poderia levar até 15 dias para chegar aos consumidores. Neste ano, o preço do diesel nas bombas acumula alta de R$ 0,07.

Gasolina e etanol

A ANP também apurou que o preço médio da gasolina recuou de R$ 4,572 para R$ 4,538 na semana passada no País. No acumulado do ano, o valor do combustível subiu R$ 0,43. Já o preço médio do etanol por litro nos postos brasileiros recuou de R$ 2,948 para R$ 2,920. No acumulado de 2018, o valor do combustível ficou quase estável.

Porto Alegre

O Procon Porto Alegre realizou na segunda-feira (25) um novo levantamento de preços da gasolina comum, do etanol e do diesel em 41 postos da Capital. Os valores da gasolina variam de R$ 4,539 a R$ 4,799; os do álcool de R$ 3,870 a R$ 4,099; os do diesel S500 de R$ 3,039 a R$ 3,43; e os do diesel S10 de R$ 3,139 a R$ 3,539.

Quarto dígito

O sobe e desce no preço dos combustíveis nos postos já é rotina para os motoristas de todo o País. O que passa despercebido na maioria das vezes é o quarto – e misterioso – dígito no preço. O sistema de cálculo do preço do combustível é uma incógnita. Afinal, por que gasolina, etanol, diesel e gás são cobrados com três dígitos após a vírgula, se nossa moeda só tem duas casas?

Isso faz com que os combustíveis sejam os únicos produtos a seguir essa regra em todo o território nacional. A prática é legal, pois a regulamentação para a terceira casa depois da vírgula está presente em uma portaria da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) criada sob a vigência do Plano Real, em 1994. A portaria ainda prevê que o valor final não pode ser pago da mesma forma. Nesse caso, então, anula-se a última casa. Por exemplo: se o total na bomba somar R$ 120,187, o consumidor irá pagar R$ 120,18. Se o total fosse registrado com duas unidades após a vírgula, o valor seria arredondado para R$ 120,20.

Em nota, a ANP afirma que a principal razão para o sistema de cobrança está no ato de compra dos combustíveis pelos postos revendedores. Quando um revendedor faz a compra, as unidades de medida são diferentes, e manter as três casas decimais evita que os postos obtenham lucro em cima disso: “Quando o revendedor adquire os combustíveis, a negociação é feita em metros cúbicos, enquanto a venda ao consumidor é feita em litros. Para evitar que os revendedores arredondem para cima o preço por litro, ficou estabelecida a obrigatoriedade da apresentação das três casas decimais”.

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