Grande parte das escolas particulares do Rio Grande do Sul retomam as atividades.

FONTE CORREIO DO POVO//O começo da semana marcou também o início das atividades de grande parte das escolas particulares do Estado. Com autonomia para decidir o primeiro dia do seu calendário letivo, a maioria das instituições gaúchas de ensino privado, principalmente as de Porto Alegre, optaram por voltar às aulas nesta segunda-feira. A quantidade de dias letivos, no entanto, é de 200 para todas as escolas, como determina a Lei de Diretrizes e Bases (LDB).

O colégio Farroupilha, em Porto Alegre, foi um dos locais que retomou as aulas na manhã de hoje. Para o recomeço, a escola optou por criar o “Movimento escola para o mundo”, uma forma de fazer com que alunos, desde os anos iniciais até o Ensino Médio, pensem no futuro. No pátio da escola, uma van estacionada recebia os estudantes que, em duplas, respondiam perguntas adaptadas para cada faixa etária sobre seu papel no planeta. A ação agradou e deve ser realizada novamente na terça-feira.

De acordo com o presidente do Sindicato do Ensino Privado (Sinepe/RS), Bruno Eizerik, apesar de a maioria das escolas terem iniciado as atividades, há instituições no Estado que começaram na semana passada e outras que só darão início em março. “O importante é que as famílias fiquem atentas aos calendários escolares”, disse. Ressaltou, contudo, que a recomendação do Sinepe era de que as aulas recomeçassem de fato nesta segunda-feira.

Mesmo assim, a volta às aulas é tardia em comparação a outras regiões do país, onde as atividades são retomadas ainda em janeiro. “Nós somos o último estado a terminar as aulas. É muito do nosso regionalismo”, disse Eizerik ao explicar que a presença de um litoral acaba definindo os meses de férias. “Nós já tentamos iniciar as aulas antes, mas houve uma pressão dos municípios do nosso litoral”, comentou.

Para a diretora do Sindicato dos Professores do Ensino Privado (Sinpro/RS), Cecília Farias, com o ano letivo retomado na maior parte das escolas, agora é o momento de se iniciar a negociação salarial. Segundo ela, o Sindicato deve mobilizar professores para que participem da negociação, marcada para os primeiros dias de março. “O Ensino Privado é a única rede que tem professores recebendo conforme a faixa etária dos alunos e não conforme a sua formação”, afirmou.

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