Greve dos Correios entra no 7º dia e tem adesão de 23 estados e DF.

FONTE G1//A greve dos Correios entrou em seu sétimo dia nesta terça-feira (26) com a adesão de todos os 31 sindicatos filiados à Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect). Agora, a paralisação atinge 23 estados e o Distrito Federal.

De acordo com a entidade, a paralisação é parcial, com redução de funcionários nas agências. Mas a adesão tem aumentado nos locais em que foi declarada greve, segundo a federação. A paralisação afeta principalmente a área de distribuição.

A paralisação envolve os trabalhadores dos sindicatos de Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, São Paulo (Campinas, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Vale do Paraíba e Santos), Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais (MG, Juiz de Fora e Uberaba), Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul (RS e Santa Maria), Rondônia, Roraima, Sergipe e Santa Catarina.

As agências franqueadas não estão participando da greve – são cerca de 1 mil no país. Já as agências próprias totalizam mais de 6.500 pelo país.

Levantamento dos Correios mostra que 90,7% do efetivo total no país estava trabalhando na segunda-feira (25), o que correspondia a 98.545 empregados. Esses números indicam que tem aumentado a adesão de funcionários à greve. Na sexta-feira eram 91,3% do efetivo (99.130 empregados). Na quinta, eram 91,65% (99.504 empregados). E, na quarta, primeiro dia da greve, eram 93,17% (101.161 empregados). Esses números são apurados por meio de um sistema eletrônico controlado pelos gestores da empresa, que monitora as ausências dos funcionários.

O vice-ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Emmanoel Pereira, determinou, por meio de liminar na segunda-feira, que a Fentect assegure o mínimo de 80% de trabalhadores em cada setor/unidade da ECT, sob pena de multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento. O argumento é que os Correios são uma estatal da União que exerce prestação de serviço público indispensável, o que exige a observância da necessidade de manutenção de contingente mínimo.

Além da Fentect, outra federação representa os trabalhadores da categoria, a Federação Interestadual dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect). A Findect tem 5 sindicatos filiados – São Paulo, Rio de Janeiro, Bauru, Maranhão e Tocantins. Segundo informativo da entidade de segunda-feira, os sindicatos reconhecem os avanços alcançados nas negociações com a ECT, mas orientarão pela greve por não aceitarem o reajuste de 3% somente a partir de janeiro.

A federação e seus sindicatos insistem no reajuste retroativo à data-base da categoria, que é 1º de agosto. Nas assembleias desta terça-feira (26), os trabalhadores serão orientados a decidir pela deflagração da greve pelo reajuste salarial a partir da data base da categoria.

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