Inflação para o consumidor avança na terceira semana de março

FONTE O SUL//O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) apresentou variação de 0,14% na terceira semana de maço no País. O resultou ficou 0,02 ponto percentual acima do registrado semana anterior. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (23) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

Nesta apuração, quatro das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Alimentação (-0,12% para 0,01%). Nessa classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item laticínios, cuja taxa passou de -0,04% para 0,38%.

Também registraram acréscimo em suas taxas de variação os grupos Vestuário (0,26% para 0,57%), Habitação (0,13% para 0,17%) e Educação, Leitura e Recreação (-0,31% para -0,20%). Nessas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens roupas (0,36% para 0,75%), tarifa de eletricidade residencial (0,59% para 0,91%) e salas de espetáculo (0,18% para 0,53%).

Em contrapartida, os grupos Transportes (0,48% para 0,30%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,38% para 0,34%), Despesas Diversas (0,22% para 0,08%) e Comunicação (-0,12% para -0,17%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação.

Nessas classes de despesa, as maiores contribuições partiram dos itens gasolina (0,57% para 0,08%), serviços de cuidados pessoais (0,36% para 0,18%), alimentos para animais domésticos (1,38% para -0,16%) e tarifa de telefone residencial (-0,13% para -0,30%).

Confiança do consumidor

O ICC (Índice de Confiança do Consumidor) da Fundação Getulio Vargas avançou 4,6 pontos em março, ao passar de 87,4 para 92 pontos. Em relação ao mesmo período do ano passado, o índice avançou 8,1 pontos.

“A recuperação gradual da situação atual contribui para que os consumidores se sintam mais confiantes para novas compras. A sustentação dessa melhora na intenção de compras dependerá, contudo, da não ocorrência de choques negativos no âmbito político ou econômico nos próximos meses”, afirma Viviane Seda Bittencourt, Coordenadora da Sondagem do Consumidor.

Em março, tanto as avaliações sobre a situação atual quanto as expectativas em relação aos próximos meses melhoraram. O ISA (Índice de Situação Atual) avançou 3,4 pontos, para 78,6 pontos. O IE (Índice de Expectativas) avançou para a zona de otimismo ao subir 5 pontos, de 96,5 para 101,5 pontos, o maior nível desde dezembro de 2013 (103,6).

Em relação à situação econômica geral, o indicador que mede o grau de satisfação com a economia no momento avançou 1,7 ponto, para 84,4 pontos. Já o indicador das perspectivas para a situação econômica nos seis meses seguintes avançou 3,9 pontos, para 118 pontos, o maior nível da série histórica.

Em relação às finanças familiares, o indicador que mede a satisfação dos consumidores com a situação financeira no momento avançou 5 pontos, para 73,2 pontos, enquanto o indicador que mede o otimismo em relação às finanças pessoais nos próximos meses acomodou-se ao nível do mês anterior.

Os consumidores recuperaram as perdas recentes e se mostram mais propensos a gastar em março. O indicador que mede o ímpeto para compras nos seis meses seguintes subiu 10,6 pontos, atingindo 90 pontos, o maior nível desde outubro de 2014. Esse foi o indicador que mais contribuiu para o avanço da confiança em março.

Houve aumento da confiança nas quatro faixas de renda pesquisadas. A maior alta (de 7,4 pontos) ocorreu nas famílias com renda até R$ 2.100, fazendo com que o ICC desse grupo se aproxime do ponto da neutralidade entre otimismo e pessimismo (100 pontos).

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