Médicos restringem atendimento no Hospital de Pronto Socorro e em UPAs de Canoas.

FONTE G1//Médicos do Hospital de Pronto Socorro e das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Caçapava, no bairro Mathias Velho, e Rio Branco, em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, estão restringindo o atendimento nesta terça-feira (26). Como forma de protesto, somente casos de urgência e emergência estão sendo atendidos.

A categoria reclama da falta de insumos e medicamentos. Segundo o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) faltam remédios, materiais para cirurgias e exames, água e até produtos de limpeza.

“Há uma completa falta de condições para fazer a assistência, e a responsabilidade é do gestor do serviço, que é o Grupo de Apoio à Medicina Preventiva e à Saúde Pública (Gamp) e a prefeitura que contratou a empresa”, diz a diretora do Simers, Gisele Lobato.

O sindicato diz, ainda, que a restrição nos atendimentos também se dá em função de atrasos salariais. Conforme a diretora do Simers alguns médicos não-celetistas estão com a remuneração atrasada há pelo menos cinco meses.

Durante a restrição, que é prevista para durar até quinta-feira (28), o sindicato recomenda que a população de Canoas somente busque atendimento no Hospital de Pronto Socorro ou nas UPAs em casos de extrema urgência. Para demandas de baixa complexidade, a população deve procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município.

Por meio de nota, o Grupo Gamp, que administra o hospital e as UPAs, afirma que não faltam insumos que gerem impossibilidade de atendimento à população. Garante também que os pacientes podem continuar procurando o hospital e as demais unidades, pois não haverá falta de medicamentos e médicos.

A Prefeitura de Canoas também se manifestou em nota, dizendo que tem usado recursos próprios para manter em dia os repasses para as instituições de saúde do município e garantindo que todos os compromissos estão em dia. Conforme a secretária municipal da Saúde, Rosa Groenwald, no dia 30 de dezembro completará dois meses que o governo do estado não destina recursos para a área da saúde em Canoas.

A Secretaria Estadual da Saúde confirmou que existe uma dívida com o Grupo Gamp no valor de R$ 4 milhões, referente ao pagamento do mês de outubro. Contudo, o governo estadual diz que a dívida deve ser paga nos próximos dias.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *