Metade dos eleitores brasileiros deve usar a biometria para votar nas eleições deste ano

Metade do eleitorado brasileiro será identificado por biometria nas eleições de 2018, segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). São 73,7 milhões de eleitores, que correspondem a 50% de todas as pessoas aptas a votar no País. Em 2014, ano das últimas eleições presidenciais, o total de eleitores com identificação digital em municípios com reconhecimento biométrico era de 21,7 milhões de pessoas, ou 15,2% do eleitorado.

Mais de 87 milhões de eleitores têm o cadastro biométrico atualmente no Brasil (60% do eleitorado). Parte dessas pessoas, porém, está em cidades que não terão o reconhecimento das digitais disponível para as eleições deste ano. Por isso, o número total de eleitores com o cadastro é maior do que o de pessoas que vão votar usando biometria.

Segundo o TSE, a meta da Justiça Eleitoral é identificar 100% dos eleitores por meio da impressão digital até 2022. O prazo para registrar as digitais acabou no primeiro semestre deste ano e variou de Estado para Estado. Também varia de Estado para Estado a obrigatoriedade da biometria para a votação, que pode ser consultada em cada tribunal regional.

Cadastramento biométrico

Em outubro de 2017, o percentual de eleitores com o cadastramento biométrico era de 44%. Isso significa que, entre outubro e o primeiro semestre deste ano, esse percentual aumentou 16 pontos percentuais.

Nove Estados concluíram o cadastramento biométrico, além do Distrito Federal. São eles: Alagoas, Amapá, Goiás, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe e Tocantins. Vinte e dois dos 27 Estados têm mais da metade dos eleitores cadastrados. Os três Estados com as taxas mais baixas são São Paulo (45,1%), Minas Gerais (30,2%) e Rio de Janeiro (18,7%).

Segundo o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo, o Estado ainda não conseguiu concluir o cadastramento biométrico por conta do seu eleitorado “expressivo”. São Paulo tem o maior número de eleitores do País. São mais de 33 milhões de pessoas, o que representa 22,4% do eleitorado brasileiro.

Diferenças municipais e eleitores no exterior

Segundo os dados do TSE, as cinco cidades com os menores índices de eleitores com biometria são do Estado do Rio de Janeiro: Engenheiro Paulo de Frontin (0,3%), Mendes (0,2%), Rio Claro (0,2%), Sumidouro (0,2%) e Quatis (0,1%). Em Quatis (RJ), por exemplo, apenas 13 dos 10.322 eleitores fizeram o cadastramento biométrico.

Há ainda cerca de 500 mil eleitores brasileiros fora do País, segundo o TSE. Para esses, o percentual de cadastramento também é baixo, já que apenas 4,3% dos eleitores têm biometria. A cidade com mais brasileiros votantes é Boston, nos Estados Unidos, com 35 mil eleitores. Destes, porém, apenas 1.076 cadastraram suas digitais.

O que é o cadastramento?

A biometria usa as impressões digitais para identificar o cidadão. O objetivo é ter mais segurança e evitar fraudes. No Brasil, a emissão de passaporte, de carteiras de identidade e o cadastro das Polícias Civil e Federal contam com sistemas biométricos.

Para o reconhecimento individual, são coletados dados biométricos por meio de sensores que os colocam em formato digital. No caso do cadastramento feito pela Justiça Eleitoral, os dados são coletados por um scanner de alta definição. São coletados dados de todos os dez dedos da mão, mas apenas um é utilizado para identificar o eleitor no momento da votação. A coleta das digitais dura poucos segundos. Além disso, é tirada uma fotografia e cadastrada a assinatura digitalizada.

Fonte: O Sul

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