(Brasília - DF, 07/01/2019) Palavras do Ministro de Estado da Economia, Paulo Roberto Nunes Guedes.

Ministro da Economia se afasta de brigas do governo e prega: “Só quero saber do que pode dar certo”

FONTE: O SUL
Antes da turbulência política escalar, o ministro da Economia, Paulo Guedes, trabalhava para se distanciar dos focos de divergência dentro do governo. O ministro vinha afirmando que não queria mais se ligar às disputas intestinas. “Só quero saber do que pode dar certo”, dizia, segundo aliados, como um mantra.

A pessoas próximas, Guedes havia manifestado intenção de falar com Bolsonaro sobre a necessidade de centrar esforços no que considera a chave para a sobrevivência da classe política: a recuperação da economia. Na última semana, o ministro subiu o tom dizendo inclusive que pode faltar dinheiro para programas como o Bolsa Família. A fala foi considerada “alarmista” por deputados. Aliados rebatem. Dizem que Guedes tenta compartilhar responsabilidades por crer que ninguém vai ganhar “brincando com o caos”.

Alta do dólar

Paulo Guedes disse na sexta-feira (17) que não há motivos para se preocupar com a recente turbulência no mercado financeiro. Nos últimos dias, investidores têm demonstrado preocupação com a capacidade do governo de avançar com a agenda de reformas, em especial as medidas da área fiscal.

Na sexta-feira, o dólar chegou a valer R$ 4,1122, maior cotação intradia desde 20 de setembro do ano passado. Já a bolsa de valores fechou abaixo dos 90 mil pontos. “Se a bolsa cai ou o dólar sobe um pouco, isso é barulho. Ninguém tem de ficar preocupado”, disse Guedes durante participação em evento no Rio de Janeiro. “Tem uma dinâmica mais forte, construtiva e positiva [sendo construída na economia brasileira].”

Os investidores monitoram, sobretudo, a capacidade política do governo Jair Bolsonaro de aprovar no Congresso uma reforma da Previdência que traga uma recuperação robusta da economia. Considerada pelo mercado uma medida fundamental para o acerto das contas públicas, a proposta de reforma apresentada pela equipe econômica prevê um impacto fiscal de R$ 1,2 trilhão em 10 anos.

“Se fizermos uma reforma de R$ 1 trilhão, temos potencial para lançar o sistema de capitalização”, afirmou Guedes. “Na minha relação com o Congresso, tenho visto muita sensibilidade com o tema.” Com uma eventual aprovação da Previdência, o ministro acredita que as expectativas com a economia brasileira vão melhorar a partir do segundo semestre. Na semana passada, em audiência pública na Comissão Mista de Orçamento, Guedes disse que a economia do País está no “fundo do poço” e reduziu a previsão de crescimento da economia deste ano de 2% para 1,5%.

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