Núcleo político de Temer estuda novo pacote de medidas econômicas que ajude a melhorar a avaliação do governo ainda no primeiro semestre

Com a popularidade em baixa, o núcleo político do presidente Michel Temer estuda um novo pacote de medidas econômicas que ajude a melhorar a avaliação do governo ainda no primeiro semestre. Nem todas as medidas chegaram ao Ministério da Fazenda, que se esforça para manter o ajuste fiscal.

Na semana passada, a Fazenda recebeu do ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) pedido para ampliar a faixa salarial a ser isenta do Imposto de Renda. Hoje, escapa do Imposto de Renda quem ganha salário de até R$ 1.900. A nova faixa de isenção poderia ir até R$ 8.000.

Em um momento de queda de arrecadação, a equipe econômica trabalha com a necessidade de um contingenciamento orçamentário em março que, estima-se, gire em torno de R$ 40 bilhões, para cumprir a meta de fechar este ano com um deficit primário de R$ 139 bilhões.

Ou seja: não há espaço para despesas ou perda de receita. Mesmo assim, a Receita Federal está avaliando se há margem para uma correção na faixa de isenção. A Casa Civil também encampou nesta quarta-feira (15) proposta do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social de criar um IVA (Imposto sobre Valor Agregado). O novo imposto puniria menos o contribuinte ao pôr fim à cobrança de tributos como PIS/Cofins (federal), ICMS (estadual) e ISS (municipal).

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