O presidente eleito, Jair Bolsonaro cumprimenta apoiadores em frente à sua casa, na Barra da Tijuca, zona oeste da capital fluminense.

O esquema de segurança para a posse de Bolsonaro deve contar com até 12 mil homens

FONTE: O SUL

Pessoas que participam da organização da posse de Bolsonaro dizem que está previsto um contingente total de 10 mil a 12 mil homens das Forças Armadas, Polícias Federal, Civil e Militar, Bombeiros e Departamento de Trânsito do Distrito Federal durante a solenidade, segundo informações do jornal Folha de S.Paulo. A posse está marcada para 1º de janeiro de 2019, em Brasília.

Os números assustaram profissionais que atuaram em outras posses. Em 2015, na de Dilma Rousseff, o efetivo foi de 4 mil. Procurado, o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) informou que, para preservar a operação, não confirmaria números.

O presidente eleito quer uma cerimônia mais curta e um ato ecumênico inédito na Catedral de Brasília. Depois do ato na Catedral, Bolsonaro e a primeira-dama Michelle Bolsonaro seguirão para o Palácio do Itamaraty, onde deverá ser servido um almoço para as delegações internacionais. Autoridades de todos os países com embaixada no Brasil serão convidadas.

Mourão

O vice-presidente eleito Hamilton Mourão afirmou na quinta-feira (22) que a sua função no futuro governo será de monitoramento das atividades ministeriais e das políticas públicas, cobrando prazos e impedindo desperdícios.

Em evento promovido pelo TCU (Tribunal de Contas da União), ele disse que a ideia é de que fique sob o encargo da Vice-Presidência subchefias hoje controladas pela Casa Civil e pela Secretaria-Geral.

“A ideia fundamental junto ao presidente é que, como vice, eu tenha sob meu encargo aquelas subchefias que hoje estão parte na Casa Civil e parte na Secretaria-Geral e que conformam a atividade de controle dos ministérios, de políticas públicas e do PPI [Programa de Parcerias de Investimentos]”, disse.

Ele antecipou que pretende selecionar projetos prioritários, que envolvem mais de uma pasta ministerial, para acompanhar diariamente, “cobrando dos ministros os prazos que têm que ser cumpridos”. “Nós vamos mudar um pouco a cara de como o governo deve exercer sua atividade de planejamento e de fiscalização”, afirmou.

Em discurso, o militar criticou o que chamou de extremamente elevada carga tributária do País e defendeu que ela deve ser simplificada para, em um segundo momento, ser reduzida. “Nós temos de aumentar a base, ou seja, todo mundo tem de pagar imposto, mas vamos pagar menos”, salientou.

Ele pregou a manutenção de um regime de câmbio flutuante e a realização de uma abertura comercial. Para ele, contudo, esse processo deve ser feito sem choque com o setor produtivo. “Às vezes, os nossos industriais ficam preocupados. Não podemos promover o choque nessa abertura. Terá de ser, usando uma trilogia do tempo antigo, lenta, gradual e segura”, disse.

A expressão foi utilizada pelo general Ernesto Geisel, durante o regime militar, para definir o processo de transição para o regime democrático. Segundo Mourão, a intenção do novo governo será de privatizar as empresas públicas que sejam deficitárias e que deixaram de cumprir sua função. O processo, de acordo com ele, será feito por meio da abertura de capital.

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