O herdeiro de dom Pedro prometeu emprestar parte do acervo para o Museu Nacional

O bisneto da princesa Isabel, João de Orleans e Bragança, afirmou nesta segunda-feira (3) que quer colaborar com parte do seu acervo pessoal para ajudar em uma eventual reestruturação do Museu Nacional, destruído em um incêndio na noite de domingo (2).

“Me comprometo a emprestar parte do nosso acervo para o começo de um novo museu. São quadros, fotografias e objetos, fotografias que dom Pedro 2º levou quando foi para o exílio”, disse o herdeiro da família real brasileira.

João de Orleans e Bragança acompanhou os trabalhos de rescaldo do incêndio no museu durante a tarde desta segunda-feira (3).

“A minha família lutou por anos para deixar esse patrimônio para o Brasil. Não é justo que tudo se perca dessa forma. Não é só o museu que se vai. É a história do Brasil, pois esse acervo nunca será reposto”, afirmou.

Um incêndio de grandes proporções atingiu na noite de domingo o Museu Nacional, na Zona Norte do Rio. O fogo começou por volta das 19h30min, depois que o museu e o zoológico já haviam encerrado a visitação. Os bombeiros controlaram o fogo após seis horas, por volta das 2h desta segunda. Parte do interior do edifício desabou.

A direção do museu ainda calcula as perdas. O que se sabe até o momento é que cederam os pisos do segundo andar, onde ficava a parte de exposições com a Luzia (a mulher mais antiga das Américas, com cerca de 12 mil anos), fósseis do dinossauro e múmias, e do terceiro andar, que abrigava a parte administrativa

Alguns itens, porém, foram salvos por bombeiros e funcionários antes que o fogo se espalhasse, como uma coleção de malacologia, que estuda os moluscos. Peças que ficavam em um prédio anexo também foram poupadas, como a coleção de vertebrados, ao menos parte da coleção de botânica e a biblioteca.

Este é o maior museu de história natural e antropológica da América Latina, com mais de 20 milhões de itens, e o museu mais antigo do Brasil, com 200 anos. Foi fundado por dom João 6º em 1818, como Museu Real (em outro local), e hoje fica no palacete que serviu de residência para a família real de 1808 a 1889.

Seu acervo tem perfil acadêmico e científico, com coleções focadas em paleontologia, antropologia e etnologia biológica. Menos de 1% estava exposto.

Fonte: O Sul

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