O incêndio no Museu Nacional, no Rio, foi controlado pelos bombeiros mais de seis horas após o início das chamas

O incêndio que destruiu o Museu Nacional, na Zona Norte do Rio de Janeiro, e transformou em escombros parte da história do País, foi controlado por volta das 2h desta segunda-feira (03). Cerca de 80 homens de 12 quartéis do Corpo de Bombeiros foram enviados ao local para combater as chamas, que começaram por volta das 19h30min de domingo (02).

Quando as equipes chegaram ao local, conseguiram recuperar itens da parte de botânica e alguns documentos. O restante foi completamente consumido pelas chamas. O Museu Nacional é a instituição científica mais antiga do Brasil e tinha um acervo de mais de 20 milhões de itens. Aproximadamente 3 milhões de itens estavam em outro prédio.

“É inestimável. A gente está falando de um museu que formou uma coleção histórica na época que os grandes museus da Europa estavam se formando. Tinha pesquisa acontecendo, tinha a reserva técnica de material arqueológico. Perdemos a oportunidade de conhecer parte do passado do próprio Brasil”, lamentou Claudio Prado de Mello, arqueólogo e historiador do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).

Os dois hidrantes próximos ao Museu Nacional apresentaram problemas no começo do combate às chamas. Não havia pressão suficiente. A solução foi apostar em um plano B: retirar água de um lago próximo para o caminhão da corporação e, assim, levar ao local do incêndio. O problema atrasou o combate às chamas.

De acordo com o comandante-geral do Corpo de Bombeiros e secretário de Defesa Civil do Rio de Janeiro, coronel Roberto Robadey, o atendimento dos bombeiros foi rápido, mas o fogo já tinha grandes proporções quando a corporação chegou ao local.

“Nós saímos em 31 segundos do quartel. Temos o registro disso, o quartel mais próximo chegou e iniciou os primeiros combates. Já estava muito conflagrado. A gente imagina que em um ambiente fechado há algumas horas a combustão já estava se desenvolvendo e até que alguém detectasse, já tinha tomado muitos ambientes e, com esse material altamente combustível, o incêndio se desenvolveu rapidamente”, destacou.

O diretor-adjunto do Museu Nacional, Luiz Fernando Dias Duarte, afirmou que houve descaso de vários governos com o local. Segundo ele, há anos a instituição tenta conseguir verba para uma reestruturação. “Passamos por uma dificuldade imensa para a obtenção desses recursos. Agora todo mundo se coloca solidário. Nunca tivemos um apoio eficiente e urgente para esse projeto de adequação do palácio. Para retirar a administração, arquivo e centro acadêmico do palácio.”

Agentes da Subsecretaria de Bem Estar Animal estiveram no local e resgataram uma família de gatos que estava próxima ao local das chamas. Pelo menos cinco animais foram retirados. Ainda assim, é possível observar vários animais circulando pela região.

Fonte: O Sul

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