O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, flexibilizou a sobretaxa do aço, beneficiando o Brasil, a Argentina e a Coreia do Sul

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, na noite de quarta-feira (29), que vai aliviar as cotas de importação de aço e alumínio que excedam as cotas livres do pagamento das sobretaxas impostas pelo governo em março. A decisão de flexibilizar a tarifa, publicada no portal da Casa Branca, beneficia Brasil, Argentina e Coreia do Sul.

Com isso, as empresas americanas que comprarem aço do Brasil não vão precisar pagar 25% a mais sobre o preço original, caso comprovem falta de matéria-prima no mercado interno. Trump flexibilizou a importação de aço e alumínio após ser pressionado pela indústria americana. Um relatório foi apresentado ao presidente pelo Departamento de Comércio informando que as empresas do país estavam sofrendo com a falta de matéria-prima.

“As empresas podem solicitar exclusões de produtos com base na quantidade insuficiente ou na qualidade disponível dos produtores de aço ou alumínio dos EUA. Nesses casos, uma exclusão da cota pode ser concedida e nenhuma tarifa seria devida”, diz o comunicado da Casa Branca.

A sobretaxa do aço foi um dos primeiros capítulos da guerra comercial de Trump. Visando atingir sobretudo a China, o governo americano impôs uma regra geral e, aos poucos, renegocia com cada país.

Em março, o presidente americano impôs tarifa de 25% às importações de aço e de 10% às de alumínio alegando questões de segurança nacional. A decisão desencadeou uma série de retaliações pelo mundo e adoção de salvaguardas por outros países e blocos.

No caso do aço brasileiro, a administração de Donald Trump decidiu interromper as negociações em maio e impor cotas para os produtos brasileiros, no modelo hard quota (cota dura). Ou seja, se o total estipulado de exportação fosse ultrapassado, não seria mais possível vender o produto para os EUA.

A indústria brasileira classificou a sobretaxa à importação de aço e alumínio, na ocasião, como medida “injustificada e ilegal” e com potencial de provocar “dano significativo” para as siderúrgicas instaladas no Brasil, uma vez que o Brasil é o segundo maior fornecedor de ferro e aço dos Estados Unidos.

Seleção Brasileira

Trump se reuniu na Casa Branca com Gianni Infantino, presidente da Fifa, na terça-feira (28), para discutir assuntos sobre a Copa do Mundo de 2026, que terá os Estados Unidos, o Canadá e o México como sedes. Trump aproveitou o momento para alfinetar a Seleção Brasileira de futebol.

Em conversa, a jornalista Raquel Krähenbühl, correspondente da Globonews em Washington, afirmou que o Brasil tem a melhor seleção do mundo. Trump ironizou: “O país do futebol. Acho que vocês tiveram um probleminha recentemente”, fazendo referência à eliminação do Brasil para a Bélgica na Copa da Rússia.

O Brasil vai enfrentar a seleção americana no dia 7 de setembro, no Estádio Metlife, na cidade de Nova York. O amistoso será o primeiro desde julho, quando o Brasil foi eliminado da Copa do Mundo da Rússia.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *