O presidente russo Vladimir Putin usou o desfile do Dia da Vitória para mostrar suas novas armas: A data marca o aniversário da vitória dos Aliados sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial

FONTE O SUL//Rússia apresentou nesta quarta-feira (9) seu novo armamento durante um desfile militar que celebrou o 73° aniversário da vitória dos Aliados sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial e que é realizado na Rússia todo 9 de maio, o Dia da Vitória. As informações são do portal de notícias G1 e do jornal Folha de S.Paulo.

O país governado por Vladimir Putin aproveitou o desfile deste ano para fazer uma exibição de novas armas. Mais de 13 mil soldados marcharam na Praça Vermelha, em Moscou, com tanques, drones e caças.

Foi apresentado o míssil de alta precisão Kinzhal (adaga, em russo), que foi testado em março. O Kinzhal tem um alcance de mais de 2 mil quilômetros e é capaz de voar a uma velocidade 10 vezes superior à do som – ou seja, a 3.400 m/s.

Caças de quinta geração Su-57 sobrevoaram a parada militar, que contou ainda com um veículo blindado “Terminator”.

Também foram apresentados pela primeira vez drones de fabricação russa e um robô desminador usado nas cidades sírias de Aleppo e de Palmira.

A festa de forte conteúdo patriótico lembra os 26 milhões de mortos soviéticos na guerra.

“Nosso povo lutou até a morte. Nenhum país sofreu uma invasão assim”, disse Putin antes de abrir o desfile. Diante dos veteranos da Segunda Guerra Mundial, Putin disse que o 9 de maio continuará sendo uma data festiva e “um dia sagrado para cada família”. Depois do discurso, Putin se inclinou para o túmulo do soldado desconhecido.

Em sua fala, Putin, que assumiu seu quarto mandato à frente do Kremlin na segunda-feira (7), criticou a negação do papel dos soviéticos na derrota do nazismo na Segunda Guerra Mundial, motivo da data comemorativa.””Hoje há tentativas de negar o feito de um povo que salvou a Europa e o mundo da escravidão, do extermínio e dos horrores do Holocausto. Nós nunca vamos permitir isso”, afirmou.

Putin assistiu ao desfile acompanhado do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu. O presidente sérvio, Aleksander Vucic, também estava presente.

A rendição alemã ocorreu na noite do dia 8 de maio de 1945, quando já era o dia 9 na então União Soviética. O país pagou o maior custo humano do conflito. As estimativas variam, mas talvez 27 milhões de soviéticos morreram, mais da metade composta por civis, nada menos que 13% da população de 1940. Ao todo, foram mortas entre 70 milhões e 85 milhões de pessoas entre 1939 e 1945.

Basicamente não há família na Rússia, e nas antigas repúblicas soviéticas, que não tenha perdido algum parente no conflito que começou com a invasão nazista de 1941. Até então, a ditadura comunista de Josef Stálin era aliada do seu homólogo nazista Adolf Hitler. Ainda hoje o período é chamado de Grande Guerra Patriótica no país, e foi vital para cimentar o poder soviético interna e externamente.

Na Rússia, ainda vive 1,6 milhão de veteranos da Segunda Guerra Mundial, segundo o Ministério russo do Trabalho.

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