O Tribunal Superior Eleitoral arquivou uma ação do PT contra Bolsonaro

FONTE: O SUL

Por unanimidade, os ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiram arquivar uma ação movida pelo PT contra Jair Bolsonaro (PSL). O partido acusava o presidente eleito de ter se beneficiado irregularmente da atitude de um empresário que pediu o apoio de seus funcionários à candidatura do capitão reformado.

A ação afirma que o empresário Denisson Moura de Freitas, dono da Komeco, empresa que vende aparelhos de ar-condicionado, teria pedido aos funcionários que trabalhassem usando camisetas e adesivos em apoio a Bolsonaro. A prática configuraria abuso de poder econômico.

O relator do processo, ministro Jorge Mussi, corregedor do TSE, afirmou que a ação não reúne “provas robustas” capazes de demonstrar a existência de grave abuso de poder suficiente. “Não configura prática abusiva o engajamento de empresário na campanha de determinado candidato mediante o encaminhamento de mensagem a seus funcionários, no qual se limita a convidá-los a participar de ato de campanha, sem exteriorizar ameaças ou retaliações aos que não aderirem à iniciativa”, afirmou Mussi.

O MPE (Ministério Público Eleitoral) já havia recomendado o arquivamento da ação movida pelo PT. Em seu parecer, o MPE apontou não haver indícios de que de fato tenha ocorrido distribuição de camisetas e adesivos de Bolsonaro aos funcionários da Komeco, ou mesmo que a campanha do capitão reformado tivesse conhecimento da ação.

Outras ações

Há outras ações contra Bolsonaro em andamento na Corte, também ajuizadas pelo PT. Uma delas investiga o uso do WhatsApp nas eleições com fundamento em uma reportagem do jornal Folha S.Paulo, do dia 18 de outubro. A matéria informou que empresários impulsionaram disparos por WhatsApp contra o PT.

Almoço com sertanejos

Bolsonaro participou de almoço na terça-feira (11) com cantores sertanejos, em Brasília. Estiveram no evento as duplas Gian e Giovani e Bruno e Marrone e o cantor Amado Batista. Um churrasco foi servido no Clube Militar de Brasília, próximo ao Lago Paranoá e a poucos quilômetros do CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), onde funciona o gabinete de transição.

Bolsonaro agradeceu o apoio de cantores sertanejos à sua candidatura e disse ter se apaixonado pelo gênero musical ainda nos anos 1960. “Nos anos 60, pescando, tinha do meu lado um rádio a pilha Mitsubishi. E nesse horário, eu ouvia um programa chamado ‘Na beira da Tuia’, de Tonico e Tinoco. Então me apaixonei pela música sertaneja”, afirmou o eleito.

Ele lembrou a decisão tomada em 2014, de disputar a Presidência da República, logo depois de ter sido eleito para o sétimo mandato como deputado federal pelo PP. Bolsonaro disse que, à época, ninguém acreditava na possibilidade de sua vitória porque ele não tinha nada para chegar ao Palácio do Planalto. Ao mencionar a facada pela qual foi atingido em setembro, durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG), disse: “Eles deram azar e chegamos até aqui”.

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