Para 84% dos brasileiros, a Operação Lava-Jato deve continuar e 12% defendem o término

FONTE O SUL//A maioria dos entrevistados em pesquisa do Datafolha diz que a Operação Lava-Jato deve continuar. Entendem que a operação tem que ser mantida 84%, enquanto 12% consideram que ela já cumpriu o seu objetivo e deve ser encerrada. Não souberam responder 4%. O apoio à investigação se mantém alto entre eleitores de Lula, com índice de 77%.

O levantamento mostrou ainda que a maior parte dos brasileiros apoia a prisão de réus condenados em segunda instância. Em outro item, o instituto informou aos entrevistados que mais de cem políticos foram citados em delações premiadas e perguntou quantos deles serão presos. Disseram que a maioria não será detida 68%, uma queda de quatro pontos percentuais em relação ao levantamento feito um ano atrás. Afirmam que a maioria será presa 16%, e 11% acreditam que todos serão detidos.

A corrupção voltou a ser apontada pelos entrevistados como o principal problema do País – é citada por 21%. Em situação de empate técnico, a saúde foi apontada por 19% dos eleitores ouvidos – em novembro do ano passado era o primeiro item na lista.

O Datafolha também questionou os entrevistados sobre a corrupção no Brasil após a Lava-Jato. Disseram que ela irá diminuir 37% dos entrevistados, ante 44% em levantamento feito em setembro do ano passado. Para 51% a corrupção continuará na mesma proporção de sempre – eram 44% na pesquisa anterior. Para 10%, ela irá aumentar.

Eleitores que declaram o PSDB como partido de preferência são os que mais acreditam na influência da operação para diminuir a corrupção: 54% deles disseram concordar com essa afirmação. A margem de erro da pesquisa, feita pelo instituto dos dias 11 a 13 deste mês, é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O Datafolha ouviu 4.194 pessoas em 227 municípios do País.​

Ex-ministros

Na mira da Operação Lava-Jato, os ex-ministros Guido Mantega (PT) e Marcos Antônio Pereira (PRB) entraram com recurso no STF (Supremo Tribunal Federal) para que seja encaminhada à Justiça Eleitoral uma investigação instaurada contra eles no âmbito da delação da Odebrecht.

Os dois são alvo de inquérito que apura a suposta compra de apoio político de 7 milhões de reais para garantir a adesão do PRB à campanha de Dilma Rousseff à Presidência da República em 2014. A ministra Nancy Andrighi, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), decidiu encaminhar à Justiça Eleitoral de São Paulo um outro inquérito instaurado com base na delação da Odebrecht que investiga o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) por suspeita de caixa 2, o que livrou o tucano, por ora, da rota da Lava-Jato.

Integrantes do Ministério Público Federal consideram “lamentável” a saída encontrada por políticos para se livrar da Lava-Jato e das investigações na Justiça Federal, já que afirmam que o caminho natural seria uma investigação prévia de crime comum.

Também destacam que a Justiça Eleitoral possui punições mais brandas e não tem vocação nem tempo para apurar crimes dessa natureza. No caso de Mantega e Marcos Antônio Pereira, os ex-ministros recorrem de uma decisão do ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava-Jato no STF, que remeteu no último dia 2 os autos da investigação para o TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3.ª Região).

A apuração foi encaminhada para o TRF-3 já que o inquérito também tem entre os investigados Edinho Silva, ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social do governo Dilma Rousseff. Edinho atualmente é prefeito de Araraquara (SP) e possui prerrogativa de foro naquele tribunal.

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