PP-RS afasta deputado federal José Otávio Germano das funções do partido

FONTE: G1.COM/RS

O Partido Progressistas do Rio Grande do Sul (PP-RS) decidiu afastar o deputado federal José Otávio Germano das atividades partidárias e das funções na Comissão Executiva e no Diretório Estadual da sigla. O motivo seria uma confusão envolvendo o parlamentar na última sexta-feira (22), no bairro Petrópolis, em Porto Alegre.

Nas redes sociais um vídeo mostra duas pessoas cobrando, aos gritos, uma dívida do deputado. As imagens foram gravadas por um morador do mesmo edifício do parlamentar. A confusão foi resolvida quando uma viatura da Brigada Militar chegou no local, mas não foi registrada ocorrência.

O caso, conforme a legenda, será enviado ao Conselho Ética, que deverá apurar a viabilidade de se ofertar denúncia para instaurar um processo ético-administrativo junto ao Diretório Nacional do PP.

Em nota, o PP informou que a decisão sobre o afastamento ocorreu após reunião da Comissão Executiva e que considera os fatos “lamentáveis no campo da moral e da ética”.

“Sob nossa ótica, sobretudo à figura do homem público, é de difícil justificativa o conjunto daquelas ocorrências, as quais – sempre resguardado o direito de defesa e a prova da verdade – por ora maculam a representatividade por si exercida, bem como atingem a dignidade da pessoa humana, no que tange à vida privada do seputado”, diz a nota do partido.

A legenda ressaltou que o parlamentar terá direito à defesa e que a medida não está incriminando-o de forma antecipada, mas reforçou que todo filiado precisa cumprir o Código de Ética e Fidelidade Partidária.

“No campo político-partidário, mesmo sendo doloroso, não há como refrear a imposição estatutária de apuração de possíveis infrações éticas decorrentes dos lamentáveis episódios. Todo o filiado, desde o estabelecimento do liame partidário, está atrelado aos dispositivos contidos em nosso Código de Ética e Fidelidade Partidária”, completa o texto.

“Como instituição, o PP gaúcho não tem compromisso com erros individuais. Isso, porém, não significa incriminar antecipadamente. Como todo e qualquer cidadão brasileiro, o parlamentar citado terá o direito de se defender e provar sua inocência”, finaliza.

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