Saúde alerta viajantes sobre cuidados com o Aedes aegypti.

FONTE O SUL//Alerta epidemiológico emitido pela SMS (Secretaria Municipal de Saúde), por meio das equipes de Vigilância das Doenças Transmissíveis e de Roedores e Vetores da Vigilância em Saúde Municipal, enfatiza para viajantes e profissionais da saúde a importância dos cuidados com as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti no período de férias. Pessoas que viajarem para locais com transmissão viral de dengue, chikungunya e zika, devem adotar medidas de proteção individual, como uso de repelentes, incluindo as gestantes. No retorno a Porto Alegre, em caso de presença de sintomas de qualquer dessas doenças, a indicação é para a busca de atendimento médico o mais rápido possível.

Considerando o aumento do índice de infestação vetorial e o período de maior frequência de viagens, os técnicos das equipes lembram aos profissionais de saúde da cidade para que tenham o máximo de atenção no atendimento a pacientes que apresentarem quadros clínicos compatíveis com as doenças, entre eles:

Dengue

Caso suspeito – febre alta de início súbito, com duração máxima de sete dias, acompanhada de pelo menos duas das seguintes manifestações: cefaleia, dor retro-ocular, mialgia, artralgia, exantema, náuseas, vômitos, petéquias, prova do laço positiva ou leucopenia.

Chikungunya

Caso suspeito – fase aguda – paciente com febre alta de início súbito, com duração máxima de sete dias, acompanhada de artralgia ou artrite intensas de início súbito e não explicadas por outras condições. Pode estar associado à cefaleia, mialgias e exantema. Considerar história de deslocamento nos últimos 15 dias para áreas com transmissão de Chikungunya.

Zika vírus

Pacientes que apresentem exantema maculopapular pruriginoso, acompanhado de pelo menos dois dos seguintes sinais e sintomas: febre baixa ou inaparente, hiperemia conjuntival sem secreção e prurido, poliartralgia, edema periarticular.

Todos os casos suspeitos devem ser notificados à Equipe de Vigilância das Doenças Transmissíveis da SMS. A notificação desencadeará medidas de controle ambiental ao vetor Aedes aegypti, ação essencial para diminuir o risco de transmissão viral. Até o momento não foi detectada a presença do vírus das doenças em todas as fêmeas do mosquito capturadas nas 935 armadilhas de monitoramento mantidas pela prefeitura em 31 bairros de Porto Alegre.

Mapa

O novo Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) de 2017, consolidado em 24 de novembro, aponta que 4.552 cidades de todo o País fizeram o levantamento, sendo que destes, 2.833 municípios estão com índices satisfatórios, ou seja, com menos de 1% das residências com larvas do mosquito em recipientes com água parada. Estão em alerta 1.310 municípios, com índice de infestação de mosquitos nos imóveis entre 1% a 3,9% e 409 em risco, com mais de 4% das residências com infestação.

O Mapa da Dengue, como é chamado o LIRAa (Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes), é um instrumento fundamental para o controle do mosquito. Com base nas informações coletadas, o gestor pode identificar os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito, bem como o tipo de depósito onde as larvas foram encontradas. O objetivo é que, com a realização do levantamento, os municípios tenham melhores condições de fazer o planejamento das ações de combate e controle do mosquito Aedes aegypti.

Até 18 de novembro de 2017, foram notificados 241.218 casos prováveis de dengue em todo o País, uma redução de 84% em relação ao mesmo período de 2016 (1.465.847). Com relação ao número de óbitos, também houve queda significativa, passando de 695 óbitos, em 2016, para 125 em 2017.

Também foram registrados 184.525 casos prováveis de febre chikungunya, o que representa uma taxa de incidência de 89,5 casos para cada 100 mil habitantes. A redução é de 32% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 272.805 casos. A taxa de incidência no mesmo período de 2016 foi de 132,4 casos/100 mil/hab. Neste ano, foram confirmados laboratorialmente 152 óbitos. No mesmo período do ano passado, foram 213 mortes confirmadas.

No mesmo período foram registrados 16.927 casos prováveis de zika em todo País, uma redução de 92% em relação a 2016 (214.418). A taxa de incidência passou de 104,0 em 2016 para 8,2 neste ano. Em relação às gestantes, foram registrados 2.205 casos prováveis, sendo 910 confirmados por critério clínico-epidemiológico ou laboratorial.

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