Testemunha nega sacrifício durante rituais em templo na Região Metropolitana de Porto Alegre.

A prisão do suspeito de ter realizado um ritual satânico, em que duas crianças teriam sido sacrificadas, causou surpresa nos vizinhos do templo, que fica na área rural de Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A sede da seita é uma grande casa laranja cercada por um muro de tijolos e um portão, com a imagem de um pentagrama na frente.

O casal Juarez da Silveira e Adriana Machado Batista, que mora próximo ao templo, participa dos rituais. Ela nega que haja sacrifícios de seres vivos.

“O que tem ali e só frutas e verduras. E bebida que ele bebe, mas só. Nada de sangue”, diz a mulher. “Na bandeja ele faz a entrega para o mestre dele, que ele tem a imagem ali, com o pedido da pessoa. Pra ganhar dinheiro, pra arrumar um serviço. Mas nada com sangue”, reafirma.

“Eu ia como testemunha. Ele até trazia os clientes dele aqui, e me dizia: ‘Ó Juarez, esse cliente vai ali’, e depois eu ia ali acompanhar, como testemunha”, completa o marido dela.

Eles se referem a Silvio Fernandes Rodrigues, líder do templo e preso por supostamente ser o autor do ritual satânico e das mortes de uma menina e de um menino. A investigação começou após corpos terem sido encontrados em um matagal em um bairro de Novo Hamburgo, também na Região Metropolitana, em 4 de setembro do ano passado. Os membros estavam em sacos plásticos e caixas de papelão.

Inicialmente, a polícia acreditou que os corpos eram de uma mulher e de uma criança. No entanto, a perícia constatou que se tratavam de duas crianças, que teriam entre 8 e 12 anos, o que dificultou a identificação, pela falta de registro das digitais.

As crianças seriam irmãs, com idades entre 8 anos e 12 anos, e teriam sido raptadas na Argentina em troca de um caminhão roubado. Agora, a polícia está em contato com as autoridades estrangeiras em busca de um DNA compatível com os dos corpos.

Além do líder do templo, três suspeitos de participar do ritual satânico estão com prisão preventiva decretada, e outros três são considerados foragidos.

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