Tribunal nega liberdade para ex-gerente de Engenharia da Petrobras Roberto Gonçalves.

FONTE G1//O ex-gerente de Engenharia da Petrobras Roberto Gonçalves teve o pedido de liberdade negado em julgamento no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TFR4), em Porto Alegre, nesta terça-feira (5). Ele foi condenado em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro a 15 anos e dois meses pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e pertinência à organização criminosa dentro das investigações da Lava Jato.

A defesa alega, entre outros fatores, que o réu é primário, possui bons antecedentes e residência fixa. No entendimento dos advogados, “a manutenção do paciente preso, após o decreto condenatório, significa execução antecipada da pena.”

Os três desembargadores da 8ª Turma negaram o pedido da defesa, que não irá se manifestar sobre a decisão.

Gonçalves é acusado de ter recebido propina paga pela Odebrecht e pela UTC. A sentença de Moro foi publicada no dia 25 de setembro. O juiz da 13ª Vara de Curitiba disse que o réu deveria permanecer preso cautelarmente em eventual recurso, para manter os fundamentos da prisão preventiva.

A prisão preventiva foi decretada em 24 de março. Em 2015, foi alvo de um mandado de prisão temporária, ficou detido por 10 dias, e depois foi solto.

O ex-gerente da Petrobras foi alvo da 39ª fase da operação. Moro também decretou a interdição Gonçalves de cargos ou funções públicas, o confisco de US$ 4,1 milhões em contas em nome offshores e de R$ 107 mil bloqueados nas contas do réu.

Gonçalves foi o sucessor de Pedro Barusco na Gerência Executiva de Engenharia da estatal. De acordo com a força-tarefa da Lava Jato, quando Barusco deixou o cargo, passou a ele o “bastão” da propina paga pelas empreiteiras.

A denúncia, que foi aceita em abril deste ano, cita dois contratos firmados com a Petrobras para a construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), que somam mais de R$ 5 bilhões. Os consórcios contratados foram o Pipe Rack e o TUC, integrados pelas empreiteiras Odebrecht e UTC.

Do valor total dos contratos, o MPF acredita que tenham sido pagos R$ 56 milhões em propinas.

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