A inflação para o consumidor recuou na segunda semana de novembro

FONTE: O SUL

O IPC-S (Índice de Preço ao Consumidor – Semanal) subiu 0,28%, 0,15 ponto percentual abaixo da taxa registrada na última divulgação. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (19) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

Nesta apuração, sete das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Transportes (0,56% para 0,25%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item gasolina, cuja taxa passou de 0,90% para -0,18%.

Também registraram decréscimo em suas taxas de variação os grupos: Habitação (-0,29% para -0,48%), Alimentação (1,19% para 1,07%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,52% para 0,39%), Vestuário (0,56% para 0,22%), Comunicação (0,17% para 0,15%) e Despesas Diversas (0,06% para 0,05%).

Nestas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens: tarifa de eletricidade residencial (-2,05% para -3,36%), laticínios (-1,54% para -2,43%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,97% para 0,38%), roupas (0,60% para 0,25%), mensalidade para internet (0,00% para -0,20%) e alimentos para animais domésticos (0,30% para -0,14%).

Em contrapartida, apenas o grupo Educação, Leitura e Recreação (0,22% para 0,38%) apresentou avanço em sua taxa de variação. Nesta classe de despesa vale citar o item passeios e férias, cuja taxa passou de 0,33% para 1,18%.

Economia brasileira

A economia brasileira acelerou seu ritmo de crescimento no terceiro trimestre deste ano, segundo apontam números divulgados pelo BC (Banco Central) na sexta-feira (16). De acordo com a instituição, o chamado IBC-Br (Índice de Atividade Econômica) registrou uma alta de 1,74% neste período, na comparação com o segundo trimestre de 2018. O número foi calculado com “ajuste sazonal”, uma “compensação” para comparar períodos diferentes de um ano.

De acordo com a série histórica do IBC-Br, divulgada na página do Banco Central na internet, esse foi o maior crescimento do indicador desde o segundo trimestre de 2012 – quando avançou 1,92% em termos dessazonalizados.

O IBC-Br, do Banco Central, é um indicador criado para tentar antecipar o resultado do PIB (Produto Interno Bruto), que é calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Os indicadores, porém, nem sempre mostram proximidade. Os números oficiais do PIB do terceiro trimestre deste ano serão divulgados pelo IBGE no dia 30 de novembro.

A aceleração do ritmo de crescimento da economia acontece foi influenciada pela greve dos caminhoneiros, que reteve o PIB do segundo trimestre deste ano. Naquele período, foi registrada expansão módica de 0,2%, de acordo com dados oficiais.

Retração

Os dados do BC mostram que, somente em setembro, o IBC-Br registrou uma retração de 0,09%, contra agosto. A comparação também foi feita após ajuste sazonal, considerada mais apropriada por analistas.

Quando a comparação é feita com setembro do ano passado (sem ajuste sazonal, pois são períodos iguais), houve um crescimento de 0,72%, de acordo com o Banco Central.

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