A prévia da inflação oficial do País ficou em 0,30% em janeiro, o menor índice para o mês desde a implantação do Plano Real

FONTE: O SUL

O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15), considerado uma prévia da inflação oficial do País, ficou em 0,30% em janeiro, conforme dados divulgados nesta quarta-feira (23) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Segundo o instituto, essa foi a taxa mais baixa para o mês desde a implantação do Plano Real, em 1994.

Já o acumulado nos últimos 12 meses ficou em 3,77%, abaixo dos 3,86% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores e 0,02 ponto percentual acima da inflação de 2018, que fechou o ano em 3,75%. Em dezembro, a taxa registrada foi de -0,16%.

Contribuíram para conter a inflação os preços de produtos e serviços dos grupos de transporte e vestuário, que tiveram deflação na passagem de dezembro para janeiro – respectivamente, de 0,47% e 0,16%. Ambas contiveram a alta de 0,87% nos preços de alimentos e bebidas, grupo que registrou o maior avanço e foi responsável pelo maior impacto no indicador mensal.

Segundo o IBGE, a alta do grupo alimentação e bebidas foi puxada pela alimentação no domicílio, que passou de 0,22% em dezembro para 1,07% em janeiro. O que mais pesou foram os preços das frutas e das carnes, que tiveram variação, respectivamente, de 6,52% e 1,72% na comparação com o mês anterior.

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados de 13 de dezembro de 2018 a 15 de janeiro de 2019 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 13 de novembro a 12 de dezembro de 2018 (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA. A diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.

Previsão

A previsão do mercado financeiro para a inflação oficial do País em 2019 caiu de 4,02% para 4,01%, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central. O percentual esperado pelo mercado continua abaixo da meta de inflação que o Banco Central precisa perseguir neste ano, que é de 4,25%, e dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema – a meta terá sido cumprida pelo BC se o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) ficar entre 2,75% e 5,75%.

A meta de inflação é fixada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a Selic (taxa básica de juros da economia). O mercado manteve em 7% ao ano a previsão para a taxa de juros no fim de 2019. Atualmente, os juros básicos da economia estão em 6,50% ao ano, na mínima histórica. Para o fim de 2020, a previsão continuou em 8% ao ano.

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