Açougueiros protestam contra medida que restringe venda de carnes no Rio Grande do Sul

FONTE G1
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O decreto do governo do Rio Grande do Sul que restringe a venda e o manuseio de fiambres e de carnes em açougues e mercados causou insatisfação nos açougueiros de todo o estado. Em Pelotas, na região Sul, empresários fecharam as portas de seus estabelecimentos, nesta quarta-feira (28), em protesto à medida.
Contrários ao decreto, donos de casas de carne e funcionários penduraram faixas em frente aos pontos de comércio, afirmando que lutam pelo direito de continuarem trabalhando e vendendo os produtos.
Em Porto Alegre, cerca de 300 pessoas, entre proprietários de pequenos empreendimentos, representantes de organizações e membros de sindicatos, se reuniram em audiência pública pela manhã na Assembleia Legislativa. Eles pedem que o decreto seja anulado.
“Quando o governo deveria se preocupar e se concentrar na melhoria da qualidade de vida das pessoas, dedica-se a publicar decretos e portarias sem participação social. Esse decreto precisa ser revogado”, criticou o deputado estadual Altemir Tortelli (PT), que presidiu a audiência.
O grupo contrário à portaria alegou que a medida pode acabar com mais de 30 mil empregos no estado. Um abaixo-assinado recolhido no interior do estado foi entregue ao governador José Ivo Sartori, nesta tarde, pedindo a revogação do decreto.
Já a Associação Gaúcha de Supermercados (Agas) apresentou uma cartilha sobre as mudanças contempladas pela portaria, defendendo que a medida trará mais segurança alimentar aos consumidores.
De acordo com o texto do decreto, a moagem de carne bovina só poderá ser feita em estabelecimento com ambiente climatizado próprio, respeitando o controle de temperatura para a conservação do produto previsto pela legislação.
Em açougues e supermercados, os alimentos que forem moídos, embalados e dispostos no balcão de atendimento devem apresentar prazo de validade para o dia da venda. A portaria também impede o abate de animais e de qualquer atividade considerada industrial nesses estabelecimentos.
Segundo os donos das casas de carne, a venda dos alimentos que serão proibidos representa mais de 60% do faturamento mensal. “Vai ter muito açougue fechado e o desemprego vai ser quase em massa nas casas de carne”, estima o empresário Paulo Moreira.

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