Brigada Militar assume a segurança e a operação de parte da Penitenciária de Canoas.

FONTE G1//A Brigada Militar assumiu neste domingo (29) a segurança e a operação do módulo 2 do Complexo Penitenciário de Canoas (Pecan 2), no município da Região Metropolitana de Porto Alegre. O objetivo da medida é retirar presos que estão retidos em carros da corporação devido à superlotação das celas de delegacias.

Os policiais destacados para atuarem na penitenciária permanecerão lá até que os 480 agentes penitenciários aprovados em concurso neste ano comecem a trabalhar. O governo estima que os servidores possam exercer as atividades entre fevereiro e março de 2018.

Segundo nota divulgada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), a gestão da penitenciária segue sob responsabilidade da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe). O governo espera que a medida permita a abertura de mais de 400 vagas no sistema penitenciário do estado.

A medida cumpre decisão judicial que determinou a retirada de presos provisórios de delegacias. Na tarde de domingo, um grupo de policiais militares já se deslocou para a Pecan 2.

Servidores ligados à Amapergs, sindicato que representa os agentes penitenciários, foram à Pecan para protestar contra a medida. “Não importa se é por um mês ou dois. Nosso ponto de vista é condenar o ponto de vista moral e talvez até legal. É um desrespeito à nossa categoria”, afirmou o presidente da entidade, Fávio Berneira.

O sindicato divulgou nota contra a medida justificando que o efetivo da Brigada Militar deveria estar combatendo a criminalidade nas ruas. A Secretaria de Segurança ressaltou que o número de PMs na Pecan 2 será menor do que o efetivo que hoje faz a custódia de presos em viaturas nas delegacias, e que ação do governo vai garantir a liberação dos veículos para o policiamento ostensivo e a segurança dos policiais.

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