Com professores em greve há mais de um mês, escolas do RS deverão ter dificuldades para recuperar aulas.

FONTE G1//As escolas públicas estaduais do Rio Grande do Sul que aderiram total ou parcialmente à greve do magistério deverão ter dificuldades em aplicar o calendário de recuperação das aulas, definido pelo governo. Sem a previsão para o retorno da categoria ao trabalho, ainda não é possível estimar o quanto deverá ser recuperado.

O governo esperava o retorno de todos os professores com a quitação da folha da categoria, na última quarta-feira (11). O impasse continua, e mesmo assim a Secretaria de Educação prevê recuperar 28 dias de aulas perdidas nos meses de agosto, setembro e outubro.

“Essas escolas podem começar a trabalhar o calendário de recuperação, de 16 de outubro até 14 de janeiro. Esse intervalo são para aquelas escolas que tiveram paralisação em todos os dias de greve”, afirma o secretário da Educação, Ronald Krummenauer.

O CPERS, sindicato que representa a categoria, afirma que antes da definição deve haver um acordo entre o governo e os professores. “Nós tivemos na semana passada a notícia de que a Procuradoria-Geral do Estado estava em Brasília, tentando cassar liminar que não deixa o governo cortar ponto”, diz a presidente do sindicato, Helenir Schürer.

Para o sindicato, a tentativa do governo de cortar o ponto ao mesmo tempo em que planeja a recuperação das aulas é “absurda”. “Enquanto não tiver a negociação do final de greve onde esteja assinado que não terá desconto dos dias de greve para que possamos recuperar, não se recupera nada”, afirma Helenir.

Ainda segundo o governo, 70% das escolas retomaram as aulas. Já o CPERS apresenta números diferentes: seriam 60% dos estabelecimentos ainda parados, e apenas 40% em atividades.

Em Porto Alegre, o colégio Ernesto Dornelles, por exemplo, está em greve desde setembro. Em outros como o Paula Soares, a paralisação foi parcial, e mudou ao longo do tempo. A discrepância dificulda a elaboração de um calendário antes que cada instituição saiba o que vai ter que recuperar.

Em Caxias do Sul, na Serra gaúcha, por exemplo, metade das 56 escolas estaduais têm paralisação parcial. Em outras três, a adesão é total.

Já na região de Erechim, que conta com 41 municípios, apenas uma escola aderiu totalmente à paralisação. Os números são das Coordenadorias Regionais da Educação. Em Cruz Alta, no Noroeste do estado, um levantamento feito pela RBS TV identificou greve parcial em 11 das 20 escolas estaduais.

E em Pelotas, no Sul do estado, 21 das 127 escolas estão totalmente paralisadas.

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