Condenado pela Lava Jato, Adir Assad ganha direito de ir para o semiaberto.

FONTE G1//O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) deu provimento parcial às apelações criminais do ex-diretor da Petrobras Renato Duque e do empresário Adir Assad, em julgamento realizado nesta quarta-feira (30), em Porto Alegre. Eles foram condenados no âmbito da Operação Lava Jato. Para ambos os embargos, a votação foi unânime.
Assad, condenado a 11 anos e 9 meses por associação criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção, terá progressão do regime fechado para o semiaberto. A corte decidiu por afastar o condicionamento da progressão da pena à reparação de dano financeiro, que constava na primeira versão do acórdão.
“Adir Assad foi condenado pela prática de delitos de lavagem de dinheiro e de quadrilha, razão pela qual não é aplicável a condição de reparação do dano para a progressão do regime de cumprimento da pena”, concluiu o desembargador federal João Pedro Gebran Neto, relator do processos da Operação Lava Jato.
Preso na 10ª fase da operação da Polícia Federal, Adir Assad detalhou, em depoimento no último dia 9 ao juiz da 7ª Vara Criminal Federal no Rio de Janeiro, como funcionava o esquema bilionário de pagamento de propina em grandes empreiteiras do País, e explicou o que era a “lasanha de propina”.
“É tudo uma questão de dinheiro. Para se eleger um deputado federal custa R$ 30 milhões, para eleger um deputado estadual, custa R$ 20 milhões. Tanto é que eu forneci para todas as empreiteiras. (…) Porque a gente tinha a facilidade para esse crime”, explicou Assad, na ocasião.

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