Consulta pública permite sugestões para zoológico de Sapucaia do Sul, que passará à iniciativa privada

Até o dia 6 de julho, a população poderá fazer sugestões de mudanças para o zoológico de Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A gestão do parque, que tem 159 hectares, será concedida à iniciativa privada por 30 anos, e a empresa vencedora deverá investir ao menos R$ 59 milhões no projeto.

“Quanto mais pessoas tomarem conhecimento e apresentarem suigestões de melhorias, melhor será o edital que será lançado ali adiante”, diz a secretária estadual do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Ana Pellini.

O e-mail para enviar os comentários é [email protected] O edital poderá ser modificado pelo governo com base nas sugestões até agosto. Depois, até outubro, as empresas apresentarão as propostas, e a vencedora assumirá a administração até o fim do ano.

O governo diz que gasta mais de R$ 8 milhões para manter o parque, e recebe, entre bilheteria e estacionamento, menos de R$ 3 milhões. Com isso, o déficit anual fica em torno de R$ 5 milhões.

“A gente não tem dificuldades de manter o parque com alimentação, com a manutenção que é feita pelos funcionários. Claro que para grandes investimentos não temos condições financeiras atualmente, Se tivéssemos mais recursos disponiveis melhorariamos recintos, alguma coisa para o visitante”, diz a diretora-executiva do zoológicodiretora, Renata Sotero.

O parque tem 63 funcionários próprios e cerca de 30 terceirizados na área de vigilância, manutenção e nutrição.

Pelo projeto, o espaço deverá ser modernizado com a reconstrução dos ambientes. Também está prevista a ampliação do plantel e da diversidade de espécies, garantindo boa alimentação e cuidados com a saúde dos animais. Além disso, o parque deverá contar com atrações especiais. Não será permitida a construção de shopping, edifícios residenciais e hotéis.

O acervo será mantido sob controle da Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema). Caberá à secretaria estabelecer parâmetros de avaliação de desempenho da nova gestão, além de manter permanente fiscalização.

Após os 30 anos da concessão, a gestão retornará para a Sema com todos os investimentos realizados pelo concessionário, de acordo com a secretária.

“É importante que fique claro que não está se tratando de nenhuma venda, de nenhuma privatização. É uma concessão por um período pré-determinado. Ou seja, passado esse prazo, o imóvel retorna com benfeitorias, melhor do que foi entregue à iniciativa privada”, afirma.

Se não aparecerem interessados, a secretária garante que o zoológico não será fechado.

“Em hipótese alguma. Se nenhuma empresa se interessar, nós continuaremos administrando como ele é hoje, um zoológico onde os animais são bem tratados, a natureza é preservada, mas não é moderno como se deseja”, resume.

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