Em meio a polêmicas, greve dos professores estaduais do RS completa um mês.

FONTE G1//A greve dos professores estaduais do Rio Grande do Sul completa um mês nesta quinta-feira (5) e segue sem previsão para terminar. Isso porque a principal reivindicação da categoria, que é referente ao parcelamento de salário dos servidores, não foi atendida, e duas medidas cogitadas pelo Piratini causaram mais insatisfação em servidores, aumentando a polêmica em torno do assunto.

Desde fevereiro de 2016, os salários dos servidores do Poder Executivo gaúcho vêm sendo pagos de forma fatiada e consecutiva. Em agosto deste ano, a primeira parcela depositada foi de apenas R$ 350 por matrícula, o que levou os professores a entrarem em greve após uma assembleia.

Corte no ponto e substituição de temporários

Inicialmente, a ideia do Cpers, sindicato que representa a categoria, era encerrar a greve quando os salários fossem quitados. Porém, a entidade reagiu após o Piratini informar por meio de nota que cortaria o ponto dos grevistas e obteve uma liminar na Justiça proibindo a medida.

O pedido foi acolhido pelo desembargador Sérgio Luiz Grassi Beck no dia 30 do mês passado. “Embora a notoriedade da calamidade financeira que aflige o Estado do Rio Grande do Sul, o direito à greve encontra-se previsto na Constituição Federal”, dizia trecho do documento.

A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) prometeu recorrer dessa decisão e de outra obtida no dia 15 de setembro pela Federação Sindical dos Servidores Públicos do estado (Fessergs), que também impedia o corte do ponto dos servidores.

Até o fim dessa semana, a Secretaria Estadual da Educação estuda a possibilidade de substituir os servidores em greve com contratos emergenciais para viabilizar o cumprimento do ano letivo. O secretário da Educação, Ronald Krummenauer, se manifestou e garantiu que não trabalha com a possibilidade de perder o ano letivo.

“Já temos um calendário que naturalmente sofre dificuldades. Nesse momento, acreditamos que em alguns sábados será necessário ter aulas. Talvez também na semana entre o Natal e o Ano Novo, e em alguns dias de 2018”, afirmou. “Se pode recuperar, ainda trabalhamos com a perspectiva de poder ter um ano letivo diferente, mas ainda atendendo a necessidade de 200 dias de aula”.

A presidente do Cpers, Helenir Schürer, reagiu em entrevista coletiva. “Se o governo fizer isso, e a comunidade tem que saber, se ele chegar a fazer isso já está decretando o fim do ano letivo. Não tem professores para dar aula”, ressaltou.

O sindicato deu um prazo até o dia 10 de outubro para que o governo apresente uma nova proposta à categoria. O pagamento da próxima faixa salarial dos servidores é previsto para a mesma data. Neste mês, o governo está pagando primeiro os servidores que ganham menos.

Segundo o Cpers, 75% dos professores aderiram à greve. A Secretaria de Educação diz que são 33%.

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