_61U2299.JPG BRASILIA BSB DF 21/06/2017 POLITICA JOESLEY / DEPOIMENTO - Empresario Joesley Batista do Grupo JBS deixa a sede da Policia Federal apos prestar novo depoimento sobre a delação que fez no ambito da Operação Patmos. Foto: DIDA SAMPAIO/ESTADAO

Em três depoimentos, Joesley fala à PF, Ministério Público e tem de explicar seguranças particulares armados

FONTE-O ESTADO
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Enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) começava nesta quarta-feira, 21, o julgamento da validade da homologação da sua delação e dos executivos de sua empresa, Joesley Batista prestava depoimentos na Polícia Federal e no Ministério Público. A primeira oitiva, na PF, teve início de manhã e se estendeu até por volta das 17 horas. O empresário falou para os investigadores das operações Bullish e Greenfield.
Enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) começava nesta quarta-feira, 21, o julgamento da validade da homologação da sua delação e dos executivos de sua empresa, Joesley Batista prestava depoimentos na Polícia Federal e no Ministério Público. A primeira oitiva, na PF, teve início de manhã e se estendeu até por volta das 17 horas. O empresário falou para os investigadores das operações Bullish e Greenfield.

No segundo depoimento, o acionista do grupo J&F foi ouvido pela corregedoria do Ministério Público sobre a suposta corrupção do procurador Ângelo Goulart, preso na Operação Patmos. O empresário ainda teve de explicar à PF a utilização de policiais civis paulistas armados em sua segurança particular.

Na PF, Joesley cumpriu o mandado de condução coercitiva expedido pela Operação Bullish, em maio, mas que não havia sido cumprido porque ele se encontrava no exterior. A Bullish investiga irregularidades em empréstimos de R$ 8,1 bilhões do BNDES para a JBS. O depoimento foi tomado na Superintendência da PF em Brasília e também teve a participação dos investigadores da Operação Greenfield, que apura aportes de fundos de pensão na Eldorado Celulose, empresa da J&F.

Sobre os crimes apurados na Bullish, Joesley afirmou em delação que o ex-ministro Guido Mantega era seu interlocutor para os assuntos do BNDES, mas que os valores abasteceram uma conta em nome dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, ambos do PT. Segundo o delator, a propina era para agilizar o trâmite das negociações e liberações de valores. Os petistas negam.

Joesley também afirmou em delação que o investimento de R$ 550 milhões dos fundos de pensão Petros e Funcef na Eldorado Celulose rendeu pagamento de propina de 1% para os dirigentes dos fundos e outros 1% para o PT, recebidos pelo então tesoureiro João Vaccari Neto. Os valores eram creditados, segundo o delator, na conta corrente que mantinha com o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. O caso é investigado na Greenfield.

Nos dois casos, os investigadores tentam aprofundar a investigação para saber se as afirmações de Joesley no acordo de colaboração são verdadeiras. Embora aponte os pagamentos indevidos no caso dos fundos de pensão e no BNDES, o empresário não assumiu na delação possíveis crimes envolvendo as análises financeiras utilizadas como base em aporte dos fundos e as análises de auditorias independentes no caso dos empréstimos do banco estatal. As duas investigações, além da corrupção, apuram possíveis irregularidades praticadas ao longo dos processos internos para liberação dos valores.

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