Facebook pode seguir Instagram e esconder contagem de curtidas

FONTE: O SUL

 

A rede social Facebook deve seguir os passos do Instagram e começar testes para retirar a contagem pública de “likes” da plataforma em breve. A especialista em engenharia reversa Jane Manchun Wong encontrou códigos dentro do aplicativo para Android que escondem o número exato de curtidas para outros usuários. Ela postou a descoberta em seu Twitter.

O mecanismo é semelhante ao adotado pelo Instagram: publicamente será possível ver algumas reações e a mensagem com o nome de um amigo e “outros curtiram”, sem o número exato de pessoas como exibido antes.

A empresa confirmou ao site de tecnologia americano ‘TechCrunch’ que está mesmo considerando remover a contagem de “likes”. Apesar disso, afirmaram que os testes ainda não estão disponíveis publicamente para os usuários da rede.

Testes semelhantes no Instagram, empresa subsidiária do Facebook, começaram no Brasil em julho deste ano, acompanhando outros seis países. A ideia da empresa é evitar que usuários se comparem aos outros depreciativamente com base no número de curtidas.

Além disso, a plataforma quer aumentar o engajamento da comunidade em torno de histórias reais, em vez de uma competição pelo maior número de “likes”.

Dados ainda não foram revelados sobre os resultados do experimento com o Instagram, mas a expansão para outros países e o início da mesma movimentação no Facebook pode indicar que a ação tenha gerado benefícios. Até agora, nenhum calendário para o início dos testes foi divulgado. Caso o projeto se confirme, a liberação também deve ser gradual, atestando o impacto no uso da plataforma e, principalmente, no retorno na venda de publicidades.

A novidade surge em meio a uma queda na popularidade da rede social em todo o mundo. No Brasil, a última pesquisa do Datafolha, realizada em 2019, revelou uma queda de 5 pontos percentuais no número de entrevistados que disseram ter conta na rede social. Dois anos antes, o número de usuários alcançava 61%, segundo a pesquisa. Recentemente a empresa também tem sido pivô de escândalos com vazamentos de dados e  acusações de abuso sobre a privacidade dos usuários.

Entre os entrevistados pelo instituto, 71% estão em ao menos uma rede social.

O WhatsApp mantém a liderança e está no celular de 69% dos entrevistados. Atrás aparece então o Facebook, seguido por Instagram (35%) e Twitter (14%).

Os índices do WhatsApp e Instagram se mantiveram próximos da série histórica das últimas pesquisas. O Twitter caiu de 18% para 14%, entre 2017 e 2018, e segue estável.

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