Frigorífico usava notas falsas para regularizar carne podre, diz polícia

Frigorífico usava notas falsas para regularizar carne podre, diz polícia
Produto químico em altas quantidades servia para ‘maquiar’ o sabor.
Operação investiga empresas em seis estados e no Distrito Federal.
De acordo com a Polícia Federal, um dos frigoríficos investigados pela Operação Carne Fria, deflagrada nesta sexta-feira (17), usava notas fiscais falsas para regularizar carnes que já tinham passado da data de validade. A Justiça determinou 27 prisões preventivas, além de 11 temporárias e mais 77 mandados de condução coercitiva, quando a pessoa é obrigada a depor.
O caso das notas aconteceu na Peccin Agroindustrial, de Curitiba. De acordo com o despacho do juiz federal Marcos Josegrei da Silva, que autorizou os mandados da operação, a empresa comprava as notas de produtos com o selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF) para justificar a compra de carnes que, em alguns casos, estavam podres.
Para disfarçar o sabor da carne para os consumidores, a empresa usava um produto químico, o ácido ascórbico, em quantidade acima do permitido pela legislação.

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