Idoso encontrado morto em Porto Alegre foi torturado, diz polícia; mulher está presa e dois adolescentes apreendidos

FONTE: G1RS

A Polícia Civil concluiu o inquérito no caso do idoso encontrado morto dentro do apartamento em que morava, no bairro Bom Fim, em Porto Alegre. O crime aconteceu em dezembro do ano passado. Duas pessoas foram indiciadas pela morte de Sérgio Eudon Schmidt, de 69 anos. A conclusão do caso só foi divulgada pela polícia na segunda-feira (2).

De acordo com o delegado Ajaribe Rocha Pinto, durante os meses de janeiro e fevereiro, uma mulher foi presa e dois adolescentes apreendidos por suspeita de envolvimento no crime. Um quarto suspeito, que tem prisão preventiva decretada, está foragido.

O corpo de Sérgio foi encontrado amarrado e com sinais de violência.

“A menor facilitou a entrada deles no apartamento porque ela tinha as chaves. E mediante tortura para obterem dele os números de senha de cartões”, afirmou o delegado Ajaribe Rocha Pinto.

O idoso se relacionava com uma menor de idade, de 16 anos, e teria sido ela quem projetou o crime, junto com o outro menor, de 17, informou o delegado. Os outros dois participantes tem 20 e 37 anos.

“Ele [a vítima] em determinadas oportunidades se vangloriava de ter um valor alto em banco, que seria fruto de um seguro recebido quando ficou viúvo. A partir daí, ela que se relacionava também com um menor, traficante de drogas em Viamão [Região Metropolitana de Porto Alegre], arquitetaram todo um plano para tirarem esse dinheiro dele.”

As câmeras de segurança mostram o carro dos suspeitos do crime saindo do prédio.

“Momentos antes de encontrar o corpo do tio, o sobrinho da vítima chegou a flagrar uma das suspeitas saindo do prédio e questionada ela teria dito que teria vindo para limpar o apartamento, uma coisa assim e deu uma desculpa qualquer”, comenta o delegado.

Nas imagens do banco, mostram a menor com a mulher sacando o dinheiro da vítima. As câmeras mostram que, mais tarde no mesmo dia, a adolescente retorna junto com o namorado para fazer uma transferência.

A mulher presa confessou o crime. Segundo o delegado, ela contou que participou da ação por R$ 150 e três gramas de crack.

Os adultos vão responder por latrocínio, corrupção de menores e formação de quadrilha, com penas que podem ser de 20 a 30 anos, informou a polícia. Já os menores devem permanecer internados por até três anos.

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