Integrantes do MST ocupam pátio do Incra com acampamento em Porto Alegre.

FONTE G1//Cerca de 1,5 mil integrantes do Movimento dos Sem Terra (MST) ocuparam na manhã desta terça-feira (17) o pátio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Porto Alegre. Por isso, o prédio está fechado e os serviços foram suspensos. Não há previsão do local ser desocupado.

O grupo, que montou um acampamento, é contrário a mudanças nas políticas da reforma agrária. Além disso, exige a recomposição do orçamento de 2018 para que famílias acampadas de todo o país sejam assentadas e tenham acesso a programas para desenvolver social e economicamente os assentamentos.

Conforme o movimento, o valor destinado em 2018 para a obtenção de terras sofreu um corte de 86,7% em relação a 2017, passando de R$ 257,023 milhões para R$ 34,291 milhões.

Conforme Silvia Reis Marques, dirigente nacional do MST no Rio Grande do Sul, caso a proposta do governo de Michel Temer for aprovada, trará impactos irreparáveis para o campo e a cidade.

“Ocorrerá a devastação das famílias camponesas e a exclusão de um processo produtivo de alimentos saudáveis e de cuidado com a terra. Isto vai refletir no conjunto da sociedade brasileira, porque quem produz 70% da comida são os pequenos agricultores e assentados”, observa a dirigente.

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