Juquinha das Neves é preso pela Polícia Federal em Goiânia

FONTE G1
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O presidente da Valec, Juquinha das Neves, foi preso preventivamente pela Polícia Federal em Goiânia nesta sexta-feira (2). O advogado de defesa diz que acompanha o caso, mas não tem informações do motivo da detenção.
O ex-presidente da estatal foi conduzido coercitivamente à sede da Polícia Federal, em Goiânia, no último dia 25 de maio, dentro da Operação De Volta aos Trilhos, realizada pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal, em Goiás e Mato Grosso. Na mesma data, o filho dele, o empresário Jader Ferreira das Neves, e o advogado Leandro de Melo Ribeiro foram presos.
Segundo o MPF, Juquinha e Jader “continuaram a lavar dinheiro da propina” mesmo depois de condenados à prisão, “produzindo provas falsas no processo para ludibriar o juízo e assegurar impunidade, além de custearem parte de sua defesa técnica (advogados) com dinheiro de propina”.
Durante a última fase da operação o MPF chegou a pedir a prisão preventiva de Juquinha das Neves, mas a solicitação foi indeferida pela 11ª Vara Federal da Sessão Judiciária de Goiás, que considerou não haver provas suficientes de atualidade criminosa. Apesar disso, o Poder Judiciário determinou a condução coercitiva contra Juquinha.
No último dia 25, após deixar a sede da PF, o ex-presidente da Valec negou as acusações em entrevista à repórter Giovana Dourado, da TV Anhanguera. “Tudo correto. Tudo declarado. Não existe nada até agora. Tem seis anos de investigação e é isso aí”. Juquinha das Neves ressaltou ainda que não possui nenhum patrimônio em nome de “laranjas”. Questionado se ele está tranquilo, respondeu: “Tranquilíssimo” (veja vídeo abaixo).
Neste ano, pai e filho pegaram, respectivamente, 10 e 7 anos de reclusão, por formarem quadrilha e lavarem de dinheiro nas obras de construção da Ferrovia Norte-Sul, praticados por Juquinha quando presidiu a Valec.
Segundo o MPF, o advogado é suspeito de ser “laranja” de Jader e Juquinha, além de auxiliá-los na ocultação do patrimônio.
Operação De Volta aos Trilhos
A operação De Volta aos Trilhos é um desdobramento das investigações da Lava Jato e nova etapa das operações O Recebedor e Tabela Periódica. Conforme os procuradores da República, a ação baseia-se em acordos de colaboração premiada assinados com o MPF pelos executivos das construtoras Camargo Corrêa e da Andrade Gutierrez, que confessaram o pagamento de propina a Juquinha das Neves.
De acordo com o MPF, a ação também é embasada em investigações da Polícia Federal que levaram à identificação e à localização de parte do patrimônio ilícito mantido oculto em nome de terceiros (laranjas).
Assim, os procuradores destacam que um dos principais objetivos da operação é o sequestro e apreensão dos seguintes bens:

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