Líder, Seijas não faz questão de ser capitão do Inter: “Sou novo aqui”

Não é a braçadeira que fará Seijas ter mais ou menos influência no vestiário colorado. Longe disso. O meia entende que, além de liderança, a história no Inter também conta para definir quem merece ser capitão do time. Nada que o impeça, porém, de ajudar os companheiros, principalmente neste momento em que o time busca sair da zona de rebaixamento.

O venezuelano chegou ao clube gaúcho no final de maio. Pouco mais de um mês depois,estreava diante do Flamengo, na derrota por 1 a 0. Mesmo em um período turbulento, longe das vitórias – só conquistou a primeira na última quarta-feira, quando o Colorado fez 3 a 0 sobre o Fortaleza pela Copa do Brasil –, deixou de lado o discurso da necessidade de adaptação e se firmou como um dos expoentes da equipe, com gols e passes.

Não bastasse isso, mostrou outras atribuições. Não fugiu das responsabilidades e sempre se apresentou para dar explicações pelos frequentes resultados ruins da equipe. Neste período, viu a braçadeira passar de Paulão para Ernando. Questionado se acreditava merecer a incumbência, se despiu da vaidade e disse que os colegas têm mais lastro no Beira-Rio do que ele:

– Sou novo aqui. Há quem tenha muita história com o clube, quem ganhou coisas. Você precisa respeitar. Só quero ajudar. O capitão não é só quem tem a braçadeira. Você tem pessoas que exercem a liderança em espaços distintos. Só tenho três meses aqui. Mas significa que estou fazendo meu trabalho. Ajudar é a principal meta nesta situação pela qual passa o clube. Não é algo que me mata a cabeça, mas obrigado por vocês falarem sobre isso.

O discurso de Seijas se baseia em sua atitude. Independente de quem esteja como capitão, há um grupo que tem hierarquia perante os companheiros. Além do venezuelano e da dupla de zagueiros, Ariel e Alex também transmitem tranquilidade para manter o vestiário harmônico e motivado para buscar a reabilitação e, principalmente, não deixar os mais jovens se abater.

– Os mais experientes precisam passar tranquilidade aos mais novos. Eu, Ariel, Alex, Paulão, Ernando tratamos de fazer. No futebol, é algo mínimo. A mudança de tudo passa por detalhes. Sem tranquilidade, os detalhes pesam. Você precisa ajudar. O elenco tem que estar junto. O mais importante é o Inter sair desta situação. A história do clube não merece a posição na tabela em que estamos hoje. As coisas não saíram bem. O Inter tem que sair e tem como sair. Isso é o mais importante – argumentou.

Na quinta, o Colorado busca encerrar com a sequência negativa de 14 confrontos sem vitória – com nove derrotas – pelo Brasileirão. Atualmente, a equipe abre a zona de rebaixamento, na 17ª colocação, com 24 pontos, dois pontos atrás do Coritiba, último que estaria escapando da degola. O duelo entre Inter x Santos será disputado às 21h, no Beira-Rio.

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