Mais de 150 presos aguardam vagas no sistema prisional na Região Metropolitana de Porto Alegre.

FONTE G1//Delegacias de polícia seguem enfrentando problemas de superlotação na Região Metropolitana de Porto Alegre. Nesta segunda-feira (16), 159 presos aguardavam vagas no sistema prisional no estado.

O caso mais grave ocorre em Gravataí, onde 30 presos ocupam quatro carros da Brigada Militar, que ficam estacionadas na calçada em frente à delegacia. Há presos algemados até mesmo nas grades das celas.

Por meio de nota, a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) afirma que tem redobrado os esforços na geração de vagas prisionais.

De acordo com o órgão, que responde à Secretaria da Segurança Pública do estado, o terceiro centro de triagem para presos provisórios da capital deve ser concluído em 60 dias e terá capacidade para 112 detentos.

Penitenciária Estadual de Canoas 2 está com dois módulos em operação. A utilização total do complexo deve ocorrer na medida em que o governo formar os 720 novos agentes penitenciários aprovados no concurso realizado neste ano.

Falta de vagas motiva soltura de presos em Porto Alegre

Mais de 300 condenados que cumprem pena no regime semiaberto foram liberados neste ano da Cadeia Pública de Porto Alegre, novo nome do Presídio Central, devido à falta de vagas. Com a superlotação nos presídios e nas delegacias, a Justiça vem soltando os presos considerados menos perigosos.

A Justiça promoveu a soltura em função das condições impróprias da delegacia para a permanência de presos. Muitos agentes estavam com as viaturas inoperantes, atuando como agentes penitenciários, enquanto deixam de atuar na segurança da população.

O juiz da Vara de Execuções Criminais Sidinei Brzuska revelou que neste ano já soltou 327 presos. “Por enquanto, é preso do regime semiaberto que está ilegalmente no fechado. Se opta por aquele que está mais tempo preso e aquele que cometeu crime menos violento. Basicamente o menos pior, esse é o critério”, explicou.

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