MAPFRE Investimentos aponta que condições de crescimento da atividade econômica são desafiadoras

FONTE: O SUL

Aqui, uma análise da MAPFRE Investimentos sobre o cenário atual da economia brasileira, onde a empresa aponta que as perspectivas são pouco otimistas para este segundo semestre:

Antes da greve dos caminhoneiros, o prognóstico da MAFPRE Investimentos já era de aquecimento contido da atividade econômica. Afinal de contas, os principais condicionantes do PIB (Produto Interno Bruto) não apontavam para a aceleração da atividade econômica. A confiança dos empresários, sem demonstrar convicção, comprometia a recuperação da Formação Bruta de Capital Fixo. O mesmo se pode dizer do impacto da confiança do consumidor no Consumo das Famílias. O ajuste fiscal, ao conter gastos discricionários, já afetava o Consumo do Governo. O protecionismo comercial, por fim, já não apontava para contribuição relevante do setor externo. Em resumo, não era de se esperar recuperação significativa da atividade econômica ao longo deste ano.

A greve dos caminhoneiros sacramentou essa perspectiva e impactou gravemente a atividade econômica, como apontam os últimos dados, reveladores e conclusivos. A produção industrial encontra-se 12% abaixo da registrada no final de 2017. Além disso, a já débil confiança dos empresários e dos consumidores também foi fortemente prejudicada.

Diante desse quadro, o que esperar para o segundo semestre do ano? As perspectivas tampouco são animadoras. Os condicionantes do PIB, como confiança, ajuste fiscal e protecionismo comercial, seguem desfavoráveis ao dinamismo econômico. Adicionalmente, há agora pelo menos três agravantes: o ciclo monetário não é mais de afrouxamento. Há incertezas crescentes da proximidade do período eleitoral – a única certeza é dos desafios fiscais nada desprezíveis do próximo presidente. E, finalmente, surgem os primeiros efeitos do protecionismo comercial, como a desaceleração das economias da Europa e da China, nossos principais parceiros comerciais. Em suma, as condições de crescimento são agora mais desafiadoras.

Portanto, não devemos esperar dinamismo da atividade econômica neste segundo semestre. Pelo contrário. E quando, então, teremos finalmente recuperação da atividade? A experiência internacional aponta que processos de desalavancagem de crédito perduram por períodos de tempo que, em média, chegam a cinco anos até a sua conclusão. No caso da economia brasileira, a desalavancagem de crédito teve início em 2015. Se esse período de 5 anos for aplicável ao contexto nacional, o próximo biênio tampouco será de recuperação vigorosa. Esse ambiente terá impactos na inflação e na política monetária.

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