Não há registros de novas manchas de óleo no litoral do Nordeste, informa o governo

FONTE: O SUL

O GAA (Grupo de Acompanhamento e Avaliação), que monitora a situação do vazamento de óleo no litoral nordestino, informou em nota que não encontrou novas manchas nas praias na segunda-feira (14). O grupo é formado pela Marinha, Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e pela ANP (Agência Nacional de Petróleo).

Segundo a Marinha, ainda é cedo para fazer uma análise de piora ou melhora da situação no local. Apesar da situação positiva, por possibilitar que as equipes possam realizar a limpeza, o não registro de novas manchas ainda não pode ser analisado como uma tendência. As equipes de monitoramento e limpeza seguirão no local.

Segundo a Marinha, estão trabalhando na limpeza e monitoramento da situação 1.583 militares, sete navios, uma aeronave e várias outras embarcações de instituições locais. Do Ibama são 74 servidores, 10 viaturas, um avião e dois helicópteros. Em nota, o grupo também informou que até agora foram recolhidos 200 toneladas de resíduos

Origem

A origem do petróleo no litoral do Sergipe ainda está sendo estudada. Uma investigação da Marinha apontou duas origens distintas, uma para os barris que foram encontrados no litoral do estado e outra para o óleo que atinge nove estados do nordeste. Na semana passada, a Marinha notificou 30 navios-tanque de 10 diferentes bandeiras pedindo esclarecimentos sobre a origem do petróleo.

Na semana passada, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque afirmou que a principal linha de investigação do governo é que o óleo tem características similares ao que tem origem na Venezuela. Em uma análise independente, o Lepetro (Laboratório de Estudos do Petróleo) da UFBA (Universidade Federal da Bahia) chegou na mesma conclusão.

Medidas

Para evitar que o óleo atinja a foz do rio São Francisco, por exemplo, o Ibama requisitou à Petrobras a disponibilização de barreiras de contenção. Segundo o instituto, 200 metros de barreiras estão em Aracaju prontas para o uso, se necessário.

Apesar do pedido, o Ibama ressalvou, em nota, que esse tipo de barreira de proteção não é o ideal para a situação, já que são mais eficazes em correntes com velocidades menores do que a foz de um rio. O instituto também explica que essa medida seria mais adequada em casos em que o óleo tem origem conhecida e dispersão prevista. Nesses casos a instalação de barreiras em águas calmas se provaria mais eficaz.

Em outro lado, a ANA (Agência Nacional de Águas) informou que autorizou o aumento da vazão da hidrelétrica Xingó caso seja necessário evitar que o óleo atinja o rio São Francisco. A medida só será tomada se o Ibama identificar a necessidade.

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