O preço médio da gasolina no posto caiu quase 1%; o etanol e o diesel também recuaram

FONTE: O SUL

O preço médio da gasolina nos postos do Brasil recuou 0,9% na última semana, para 4,614 reais por litro, ante 4,658 reais anteriormente, com queda também nas cotações do diesel e do etanol frente à semana anterior, mostraram dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta segunda-feira (19).

O movimento segue-se a cortes anunciados pela Petrobras nas as cotações da gasolina em suas refinarias na semana passada, em meio a um recuo nos preços do petróleo no mercado internacional por preocupações com o enfraquecimento da demanda global.

Com a baixa nas refinarias, o valor médio da gasolina da Petrobras nas refinarias tocou na semana passada o menor nível desde 21 de março.

No diesel, combustível mais consumido no Brasil, houve recuo de 0,54%, para média de 3,665 reais por litro na semana de 11 a 17 de novembro, ante 3,685 reais na semana anterior.

Já o etanol hidratado, concorrente da gasolina nas bombas, caiu 0,85%, para 2,926 reais por litro, ante 2,951 reais na semana anterior, segundo os dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

O programa de subvenção ao diesel foi criado pelo governo após a greve dos caminhoneiros, no fim de maio. Uma das principais reivindicações da categoria era redução no preço do diesel.

A Petrobras adota novo formato na política de ajuste de preços desde 3 de julho do ano passado. Pela nova metodologia, os reajustes acontecem com maior periodicidade, inclusive diariamente.

Em março deste ano, a estatal mudou sua forma de reajustes, e passou a divulgar preços do litro da gasolina e do diesel vendidos pela companhia nas refinarias – e não mais os percentuais de reajuste.

Desde o início da nova metodologia, o preço da gasolina comercializada nas refinarias acumula alta de 22,64% e o do diesel, valorização de 56,61%.

Crítica

O ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, disse que a Petrobras precisa dar mais transparência aos preços de combustível. Ele criticou a estratégia da empresa de divulgar a média aritmética dos valores praticados em suas várias refinarias, o que mascara o preço real dos combustíveis nesta etapa da cadeia. Segundo ele, mesmo como acionista majoritário da companhia, a União não pode atuar diretamente para buscar essa transparência.

“A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) impede e pune quando o majoritário usa abusivamente seu direito”, disse o ministro, que assentiu sobre a possibilidade de os conselheiros indicados pelo governo levarem esse questionamento à empresa. “Essa é uma discussão que não é só nossa, que está na rua o tempo todo. Evidentemente que esse questionamento foi elevado”, garantiu.

O ministro defendeu que a esfera para discussão desse tema é a Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis. “A ANP já verificou que o preço divulgado é uma média aritmética. Isso não existe. Você não encontra em nenhuma refinaria aquele preço que eles anunciam. Se é média aritmética, não é preço real. E o que nós pagamos é preço real. O que nós precisamos é dar mais transparência. As pessoas precisam saber quanto pagam”, declarou.

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