Os 12 meninos e o técnico de futebol resgatados de uma caverna na Tailândia deixaram o hospital

Os 12 meninos e o técnico de futebol resgatados de uma caverna na Tailândia deixaram, nesta quarta-feira (18), o hospital onde estavam internados, na província de Chiang Raipara. Os Javalis Selvagens foram salvos em uma operação que durou três dias e mobilizou mais de 1 mil pessoas. Os garotos, que têm entre 11 e 16 anos, e o técnico, de 25 anos, deixaram a caverna Tham Luang, que estava inundada, com a ajuda de mergulhadores.

Logo após o resgate dos garotos e do seu treinador, a energia elétrica e as bombas para retirar água da caverna pararam de funcionar, o que obrigou os últimos socorristas a deixarem o local às pressas e sob gritos, conforme relatou o último mergulhador a sair da caverna.

O governo organizou uma coletiva de imprensa com o intuito de reduzir a curiosidade do público em torno do grupo. “Nós organizamos uma entrevista para que depois os garotos possam voltar às suas vidas normais”, disse o porta-voz do governo tailandês, Sansern Kaewkamnerd. “Nesse momento inicial, estamos tentando impedir que a mídia incomode os meninos”, afirmou, acrescentando que eles são protegidos pela Lei de Proteção Infantil da Tailândia.

Um artigo da lei tailandesa protege menores de 18 anos de cobertura midiática que pode causar danos emocionais e de reputação. Os especialistas advertem que o grupo poderá sofrer transtornos em longo prazo, devido à intensa experiência vivida na caverna.

Por isso, os médicos recomendaram às famílias que mantenham as crianças longe dos jornalistas durante ao menos um mês após o retorno para casa. A recomendação dos médicos talvez seja difícil de se cumprir, porém, diante do interesse suscitado pela história dos garotos, inclusive de Hollywood.

Homenagem

Os adolescentes lamentaram a morte de um mergulhador tailandês durante as operações de socorro, informou o Ministério da Saúde do país. A equipe de futebol Javalis Selvagens foi informada que, em 6 de julho, Saman Kunan, que trabalhava como voluntário no resgate, morreu quando tentava estabelecer uma linha fornecimento de oxigênio na caverna em que eles estavam presos.

“Todos choraram e expressaram seus pêsames escrevendo mensagens em um desenho do capitão de corveta Saman e observaram um minuto de silêncio por ele”, afirmou o secretário permanente do Ministério da Saúde, Jedsada Chokdamrongsuk, em um comunicado.

Saman Kunan, triatleta e mergulhador, deixou a Marinha em 2006 e trabalhava no aeroporto de Suvarnabhumi, em Bangcoc. Quando soube dos meninos presos, se apresentou como voluntário para participar do resgate. A operação mobilizou mais de 1 mil pessoas. Mergulhadores estrangeiros e oficiais tailandeses retiraram os meninos em três grupos. Os primeiros quatro garotos chegaram ao hospital no dia 8. O restante do time foi dividido em dois grupos: um retirado no dia 9 e o último no dia 10.

Fonte: O Sul

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