Os índices de criminalidade apresentaram ampla queda no Rio Grande do Sul

FONTE: O SUL

m abril, primeiro mês completo de quarentena para combate ao coronavírus, os índices de criminalidade apresentaram ampla queda no Rio Grande do Sul, na comparação com o mesmo mês em 2019. A informação consta em relatório detalhado pelo vice-governador e titular da Secretaria da Segurança Pública, Ranolfo Vieira Júnior. Dentre os destaques está a redução de 90% nos ataques a bancos.

“A política de isolamento social contra a propagação da Covid-19 e a manutenção integral do trabalho das forças de segurança fizeram o Estado atingir novos recordes na redução de crimes”, ressaltou. A excessão foram os feminicídios, que subiram 66,7%, se levada em conta a mesma base de comparação, entre abril de 2020 (dez vítimas) e abril do ano passado (seis).

Em abril, houve queda de 90% nos ataques a banco no Estado na comparação com o mesmo mês do ano passado. Apenas um caso foi registrado (furto cometido em Canoas no dia 5), enquanto em igual período de 2019 foram registradas dez ocorrências contra esse tipo de estabelecimento, no somatório de furtos e roubos (quando há violência e ameaça contra a vítima).

Na comparação entre os acumulados nos quatro primeiros meses de 2020 e do ano anterior, as ações criminosas contra instituições financeiras diminuíram 60,5%, baixando de 38 casos para 15. Tanto na leitura isolada de abril quanto no resultado desde janeiro, 2020 atingiu os menores números da série histórica, iniciada em 2012, quando esse tipo de crime passou a ser contabilizado em separado.

“Em Porto Alegre, o cenário é ainda mais positivo, com queda de 100%”, frisou Ranolfo. “A Capital encerrou o quarto mês consecutivo sem qualquer registro de furto ou roubo contra estabelecimentos bancários. Desde janeiro até abril, não houve ataques a instituições financeiras na cidade, enquanto no mesmo intervalo de 2019 já haviam ocorrido dez casos.”

As ocorrências de roubo em geral no RS fecharam abril com 3,2 mil registros a menos do que no mesmo mês do ano passado – de 5.836 para 2.544 (-56,4%). Entre os furtos em geral, também houve baixa significativa, com 5,2 mil casos a menos. Em todo o Estado, foram 10.137 ocorrências em abril de 2019 contra 4.891 em igual intervalo deste ano (-51,8%).

Outra queda relevante foi verificada entre os ataques ao transporte coletivo, somadas as ocorrências envolvendo passageiros e motoristas de ônibus e lotações, que diminuíram de 184 para 84 (-54,3%) no recorte mensal. Crimes contra estabelecimentos comerciais tiveram retração de 36%, passando de 727 registros de furto e roubo em abril de 2019 para 465 no quarto mês deste ano.

Já os roubos de veículos caíram de 1.011 para 796 (-21,3%) na comparação mensal. Considerando os acumulados entre janeiro e abril no Rio Grande do Sul, já são 811 veículos que deixaram de ser levados por assaltantes neste ano, com 3.465 ocorrências, frente ao ano anterior, que teve 4.276 casos – uma queda de 19% e o menor total para o período desde 2004, quando o número foi de 3.362.

Latrocínios

Os roubos com morte mantiveram em abril o mesmo número do quarto mês do ano passado – foram oito ocorrências em todo o Estado. Com a estabilidade no mês, também não se alterou o cenário de queda dos latrocínios no acumulado do ano, que soma 22 casos desde janeiro, 24,1% a menos do que as 29 ocorrências em igual período de 2019. O total atual repete o menor número já registrado (no ano de 2009) em toda a série histórica desde o início da contabilização desse tipo de crime, em 2002.

Na Capital gaúcha, o cenário do início de 2020 até aqui repete o mesmo do ano passado, com três casos. Isoladamente, abril teve um registro a mais do que igual mês de 2019, passando de um latrocínio para dois em Porto Alegre.

Homicídios

A influência do distanciamento social como motivo importante das reduções dos crimes patrimoniais em abril não se verificou em relação aos homicídios no Estado. O mês encerrou com 158 vítimas, seis a mais do que as 152 do mesmo período do ano passado (3,9%). No acumulado desde janeiro, porém, o total de 624 óbitos ainda representa queda de 8,4% na comparação com os 681 ocorridos em igual intervalo de 2019 – é a menor soma desde 2011, que teve 597 mortes no período.

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