Pela quarta vez, uma candidata de Filipinas venceu o concurso Miss Universo

FONTE: O SUL

A modelo Catriona Gray, de 24 anos, representante das Filipinas, foi a vencedora do Miss Universo 2018. A cerimônia foi realizada em Bangcoc, na Tailândia, na noite de domingo (16). O resultado do concurso foi anunciado na madrugada desta segunda-feira (17). As Filipinas conquistaram o título anteriormente em 1969, 1973 e 2015.

Brasileira

A amazonense Mayra Dias, que representava o Brasil, ficou entre as 20 semifinalistas do concurso. “Eu tenho orgulho de dizer que sou da Amazônia do Brasil e minha missão é conscientizar sobre o meio ambiente e pensar nas nossas futuras gerações”, disse Mayra em inglês, após ser classificada. Cada uma das misses desse grupo se apresentou brevemente antes do corte seguinte da disputa.

A brasileira chamou a atenção da imprensa mundial com a apresentação de seu traje típico, inspirado em um beija-flor, feito pelos mesmos designers das fantasias da festa de Parintins. “Fiquei extremamente feliz com a repercussão, principalmente por poder representar a cultura do meu estado e Parintins, que conta com artistas tão talentosos, como Helerson da Maia que criou meu figurino”, disse

A candidata da África do Sul ficou em segundo lugar, e a da Venezuela, em terceiro. Ao todo, 94 mulheres participaram da 67ª edição do Miss Universo. A vencedora recebeu a coroa da modelo sul-africana Demi-Leigh Nel-Peters, que conquistou o Miss Universo 2017.

Sonho da mãe

A vencedora disse que, quando ela tinha 13 anos, sua mãe sonhou que ela ganharia o concurso com um vestido vermelho. Por isso, a beldade escolheu o traje que usou durante a premiação.

No seu país, onde o concurso é bastante popular, houve festa, principalmente na província de Albay, onde nasceu a mãe dela, de acordo com a ABC. O escritório do presidente filipino Rodrigo Duterte rapidamente parabenizou a vencedora, que é a quarta filipina a ser nomeada Miss Universo.

“Gray realmente deixou o país orgulhoso ao mostrar as qualidades genuínas que definem a beleza da filipina: confiança, graça, inteligência e força diante de desafios difíceis”, afirmou em comunicado.

Competição renovada

O Miss Universo é considerado uma das mais importantes competições de beleza do planeta ao lado do Miss Mundo, e chegou à sua 67ª edição com um fôlego diferente. Desde que o presidente americano Donald Trump vendeu os direitos do concurso para a IMG, o certame vem tentando com muito afinco se renovar.

Desde 2014, primeiro ano da nova gestão, a disputa incorporou um formato mais dinâmico e inclusivo, sempre tentando ser viral. A meta é fazer o concurso ser “pop” de novo, mas agora em uma sociedade onde a mulher possui papel e voz mais presentes. É um grande desafio para esse tipo de evento, que historicamente evidencia a beleza física e a objetificação do corpo feminino.

Fato que evidencia esse esforço da organização é que, neste ano, pela primeira vez, a bancada de jurados que elege a vencedora foi 100% feminina. Outros elementos dos últimos anos são a insistente escalação do humorista americano Steve Harvey na apresentação – aquele do erro do anúncio da vencedora –, o destaque pra misses mais gordinhas e a abertura para candidatas transexuais.

Além disso, modernizaram o palco e a dinâmica do show, com mais humor e interação com as finalistas. Também reforçaram a itinerância anual do país sede e também das vencedoras: as últimas foram África do Sul, França, Filipinas e Colômbia. Para se ter uma ideia, de 2005 a 2014, oito das dez vencedoras eram do continente americano, sendo seis delas latinas.

Outro ponto de atenção da disputa deste ano foi um vídeo em que a Miss EUA, Sarah Rose Summers, 23 anos, critica a habilidade de algumas concorrentes de se comunicar em inglês. Isso inclui a Miss Camboja e até a Miss Brasil. Nas redes sociais, Summers está sendo apontada como xenófoba.

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