Polícia identifica seis suspeitos de ataque a taxistas na rodoviária de Porto Alegre.

FONTE G1//A Polícia Civil identificou seis motoristas suspeitos da agressão e depredação de táxis na noite de 15 de agosto na Estação Rodoviária de Porto Alegre. Um deles prestou depoimento nesta quarta-feira (13), em Gravataí, na Região Metropolitana, onde mora. Após ser ouvido, o homem de 43 anos foi liberado.

A polícia ainda cumpriu um mandado de busca e apreensão na residência do suspeito. E também apreendeu o veículo do homem, após vistoria. Os agentes encontraram um facão e uma sirene sonora no automóvel, o que é proibido pela lei de trânsito.

De acordo com o delegado Fernando Soares, da 17ª Delegacia de Polícia, a suspeita da polícia é que entre 12 e 20 pessoas tenham participado das agressões. Na noite de 15 de agosto, segundo a polícia, foram até o ponto de táxi da rodoviária, para provocar os taxistas. Três táxis foram depredados e um taxista ficou ferido sem gravidade.

Soares explica que depoimento de testemunhas e câmeras de segurança ajudaram a identificar os suspeitos. O homem que prestou depoimento nesta quarta, inclusive chegou a retornar ao ponto para ameaçar os taxistas com um revólver, segundo relatos. A arma não foi localizada pela polícia.

O que o suspeito disse

O homem confirmou que esteve no ponto de táxi da rodoviária naquela ocasião, mas nega que tenha participado das agressões, segundo o delegado. “Ele fala que, durante a tarde, havia ido largar um passageiro na rodoviária, e os motoristas de táxi tocaram ovo podre no carro dele”, relata Fernando Soares.

“Daí quando aliviou o serviço, o motorista voltou pra falar com o coordenador dos táxis. Só que, no momento que chegou, simultaneamente outros motoristas de aplicativo começaram a chegar. Ele alega que não tinha conhecimento de que eles estariam lá”, comenta o delegado.

Os outros suspeitos deverão ser ouvidos na próxima semana, e as investigações sobre as identidades dos outros envolvidos prosseguem. “Vamos esperar mais identificações e depoimentos para concluir o inquérito e remeter para a Justiça”, diz o delegado.

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