Polícia procura foragidos de operação contra lavagem de dinheiro de grupo criminoso.

FONTE G1//Seis pessoas são consideradas foragidas pela Polícia Civil após a Operação Quebra-Cabeça, que investigou a lavagem de dinheiro e o patrimônio ilegal de Jackson Peixoto Rodrigues, mais conhecido como Nego Jackson, tido como chefe do tráfico da Vila Jardim, em Porto Alegre. São pessoas ligadas a ele, como Raquel Lopes dos Santos, considerada pela polícia como a “gerente” do esquema que lavava o dinheiro obtido de forma ilegal pelo grupo criminoso.

Os outros foragidos são:

  • Alessandro Dussarrat
  • Eva Rosaura Monteiro Pereira
  • Carlos Cesar Guimarães
  • Jeferson Wilian dos Santos Guimarães
  • Elíssima Nataly dos Santos Guimarães

Informações sobre o paradeiro deles podem ser enviadas pelo WhatsApp (51)98418-7814 ou pelo número 197 da Polícia Civil. A identidade de quem fizer a denúncia será mantida em sigilo.

A Operação Quebra-Cabeça foi deflagrada na última quinta-feira (16) em Porto Alegre, Viamão, Cachoeirinha, Taquara e Gravataí. Quatro pessoas foram presas na ação.

Segundo a investigação, que durou oito meses, todo o dinheiro ganho com a venda de drogas, tanto dentro da Vila Jardim quanto para outros traficantes, era recolhido por gerentes do tráfico. Depois, era submetido à gerente financeira da facção, Raquel Lopes dos Santos.

As quantias, então, eram depositadas em contas repassadas para empresas situadas no Rio Grande do Sul e outros cinco estados, que, por sua vez, encaminhavam para outros destinos.

Casas de câmbio e empresas de turismo de fachada na fronteira eram usadas, e o dinheiro era reenviado para o Paraguai, onde Nego Jackson estava escondido antes de ser preso, em janeiro de 2017.

Segundo a polícia, boa parte do montante era destinada ao conforto do criminoso. Nego Jackson tem 20 homicídios em sua ficha criminal, e cumpre pena na cadeia de Porto Velho, em Rondônia. Sua mulher também foi presa na ação.

Cerca de R$ 11 milhões foram identificados pela Polícia Civil, como patrimônio ilegal ligado a Jackson. Além dos mandados de busca e de prisão, a operação realizou o sequestro de 32 imóveis (que representam boa parte do total do patrimônio, R$ 9,1 milhões), sequestro de 31 veículos (avaliados em R$ 800 mil), além do bloqueio de contas bancárias de 29 investigados.

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